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‘Queremos as mulheres vivas, respeitadas e participando de todos os espaços de poder’

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes (PT-PR), defendeu que o enfrentamento à violência de gênero e a ampliação da presença feminina no poder são pilares para o avanço da democracia no país. “Nós queremos as mulheres vivas, respeitadas e participando de todos os espaços de poder”, ressaltou, nesta sexta-feira, 24, durante plenária da Secretaria Nacional de Mulheres, no 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília.

Segundo ela, a realidade das brasileiras ainda é marcada por desigualdades estruturais e violência cotidiana, o que exige ação coordenada do Estado e mobilização política. “Somos sempre a maioria em todos os lugares: 109 milhões de mulheres. E mulheres que, se de um lado têm uma expectativa de construir o protagonismo nesse país, por outro são mulheres que ainda sofrem e são mortas por serem mulheres”, afirmou.

A ministra enfatizou que o combate ao feminicídio se tornou prioridade do Governo Lula, com destaque para o Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio.

Márcia Lopes trouxe a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como essencial para a continuidade do enfrentamento às violências contra a mulher no país. “Se isso for rompido, a gente pode ter um retrocesso absurdo que ninguém quer”, declarou, vinculando os avanços sociais da nação diretamente à governança de Lula.

Mulheres e democracia

A senadora Teresa Leitão (PT-PE) reforçou o caráter decisivo do momento político e associou diretamente a agenda das mulheres à defesa da democracia e da soberania nacional. “É sobre ele que repousam as esperanças de paz, de soberania, de respeito à autodeterminação dos povos. Essa eleição a gente não pode perder”, declarou.

Para a líder do PT no Senado, um Brasil justo depende necessariamente da superação das desigualdades de gênero. “Um Brasil justo não se faz sem igualdade entre homens e mulheres. É sobre as mulheres que mais pesa a carga da desigualdade social”, afirmou.

A senadora também chamou atenção para a sub-representação feminina nos espaços de poder. “Somos 81 senadores e senadoras, mas apenas 15 mulheres no Senado”, pontuou, defendendo que a ampliação dessa presença é condição para mudanças estruturais.

Transformação interna e coerência política

O presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, ressaltou que a transformação social defendida pelo PT precisa começar dentro de casa. “Esse partido tem que valorizar suas instâncias, a sua capacidade de organização e a militância orgânica. Mas o nosso partido só será o partido da transformação se nós levantarmos a bandeira de no mínimo 50% de mulheres nas instâncias de decisão. Senão, estaremos fazendo um discurso de igualdade da porta para fora, mas não construindo essa igualdade da porta para dentro”, completou.

Edinho também rejeitou qualquer tolerância a práticas discriminatórias dentro da esquerda. “Não há partido de esquerda que conviva com machismo. Não há partido de esquerda que conviva com homofobia. Não há partido de esquerda que conviva com a expressão do racismo”, declarou.

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