Ícone do site Partido dos Trabalhadores

Rio de Janeiro vai ganhar duas Casas da Mulher Brasileira

As unidades oferecerão apoio psicossocial, acolhimento, atendimento jurídico, delegacia especializada, juizado, defensoria pública, entre outros serviços

O governo Lula, por meio do Ministério das Mulheres, segue avançando na ampliação dos equipamentos públicos de enfrentamento à violência contra a mulher. Nesta semana, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, esteve no Rio de Janeiro para o lançamento da Pedra Fundamental da Casa da Mulher Brasileira no bairro de São Cristóvão. Esta é a primeira unidade de uma CMB que chega ao estado fluminense. 

A previsão, segundo o MMulheres, é que a unidade contará com R$ 19 milhões de investimento do governo federal e R$ 9,5 milhões de contrapartida do Governo do Estado do Rio. Ao todo, o Governo Lula investirá R$ 28,5 milhões para a construção de duas unidades da Casa da Mulher Brasileira no estado, sendo uma outra no município de Volta Redonda.  

O lançamento integra a programação do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra as mulheres.  A implementação de novas unidades é um dos principais eixos do Programa Mulher Viver sem Violência, retomado pelo Ministério das Mulheres em março de 2023.

Durante o evento, a ministra destacou o caráter inovador e articulado do equipamento. “A Casa da Mulher Brasileira é uma inovação no atendimento às mulheres que sofrem violência, seja sexual, doméstica, patrimonial, política de gênero. E é um serviço amplo e integrado. Teremos aqui a presença do Serviço Social e da Psicologia, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Patrulha Maria da Penha, da Delegacia da Mulher, de serviços complementares, de escritórios de inclusão produtiva – tudo aquilo que as mulheres precisarem. Um espaço também para os filhos, com proteção enquanto aqui, além de alojamento de passagem”, detalhou a ministra.

Márcia Lopes também destacou a importância das Casas para evitar a revitimização. “As mulheres poderão estar aqui com absoluta segurança, sem precisar se deslocar de um serviço para outro, o que muitas vezes faz com que desistam no meio do caminho. Esta Casa será uma referência para toda a cidade, articulada com saúde, educação, assistência social, cultura e trabalho. O Rio tem mais de 9 milhões de mulheres. Queremos vê-las protagonizando suas vidas, e não sendo mortas por serem mulheres. Neste Agosto Lilás, nosso lema é: ‘Não deixe chegar ao fim da linha. Ligue 180, denúncia e busca de proteção’”, afirmou Márcia Lopes.

A Casa da Mulher Brasileira  é um dos principais eixos de atuação do programa federal e reúne, em um mesmo espaço, serviços especializados e integrados para o atendimento humanizado às mulheres em situação de violência. 

Leia também – Anne Moura: “Esse partido é do tamanho que é porque as mulheres o integram”

As unidades oferecem apoio psicossocial, acolhimento, atendimento jurídico, delegacia especializada, juizado, defesa pública, entre outros serviços, funcionando como referência na garantia de direitos e proteção às vítimas.

Capilaridade da rede

Atualmente, 11 unidades da Casa da Mulher Brasileira estão em funcionamento no país, sendo quatro delas inauguradas sob a gestão do Ministério das Mulheres. Outras 31 unidades encontram-se em diferentes etapas de implementação, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. A deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC) destacou a atuação do presidente na atenção às CMB. Segundo ela, o presidente “tem colocado a vida das mulheres no centro das políticas públicas. Só no último ano, o Ministério das Mulheres foi recriado com um orçamento próprio. Foram reabertas e ampliadas as unidades da Casa da Mulher Brasileira que oferecem acolhimento, abrigo e apoio jurídico. O Ligue 180 foi modernizado com atendimento também pelo WhatsApp”, ressaltou.

Para o acompanhamento da execução, o Ministério das Mulheres disponibiliza o Painel de Monitoramento , com dados detalhados sobre cada unidade, incluindo localização, valor investido e previsão para a próxima fase de execução.

Da Redação do Elas por Elas, com informações do MMulheres 

Sair da versão mobile