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‘Eu sei o que é a vida da pessoa pobre atrás de um médico’, diz Lula

Lula, acompanhado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, conhece instalações de hospital na capital mineira.

Em uma agenda marcada por anúncios de investimentos de seu mandato para a saúde pública e em defesa da igualdade e da solidariedade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira, 19, em Belo Horizonte (MG), que o compromisso do Governo do Brasil é assegurar que todos os brasileiros tenham acesso ao mesmo padrão de atendimento, independentemente de renda ou origem.

“A gente trata as pessoas porque todas merecem ser tratadas com respeito”, declarou o presidente, ao defender um país mais justo e menos desigual.

A fala ocorreu durante a cerimônia de anúncio de R$89,3 milhões em investimentos para o Hospital Luxemburgo, unidade do Instituto Mário Penna que passa a operar integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O evento contou ainda com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Eu sei o que é a vida do homem, da mulher, da pessoa pobre atrás de um médico. Muitas vezes as pessoas morriam sem ter acesso a um especialista. E isso aconteceu muitas vezes”, afirmou.

Lula destacou que a transformação do hospital em uma unidade 100% do SUS representa o esforço do governo para ampliar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias especializadas. A capacidade da unidade será ampliada de 216 para mais de 300 leitos, além do aumento dos leitos de UTI e da incorporação de novas tecnologias, como um acelerador linear para radioterapia e equipamentos de cirurgia robótica.

O presidente relacionou esses investimentos ao programa Agora Tem Especialistas, criado para reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS por consultas. Segundo Lula, o objetivo do governo é garantir que a população tenha acesso aos mesmos serviços de saúde disponíveis para as camadas mais ricas da sociedade.

“É isso que nós estamos fazendo: dar ao povo desse país o mesmo direito de tratamento que tem o presidente do Bradesco, que tem o presidente do Itaú. Vocês vão ter os mesmos especialistas de graça, porque é para isso que a gente governa esse país”, ressaltou.

Defesa e valorização do Sistema Único de Saúde, o SUS

Lula lembrou que era deputado na Assembleia Constituinte, em 1988, quando foi criado o SUS. O presidente ressaltou que o sistema público brasileiro é uma referência mundial. “O SUS deu ao Brasil o status de ser o único país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes com Sistema Único de Saúde”, disse.

O presidente criticou os ataques sofridos pelo sistema ao longo dos anos e afirmou que a pandemia de Covid-19 demonstrou sua importância.

“Quando a Covid chegou, quem estava preparado era o SUS, com seus funcionários, seus enfermeiros, seus médicos e médicas. O SUS ganhou credibilidade e respeito porque mostrou ao Brasil para que serve um sistema público de saúde.”

Lula também reafirmou o compromisso do governo com políticas públicas como o Farmácia Popular, a expansão do atendimento especializado e a ampliação do acesso a tratamentos oncológicos em todo o país.

300 salas cirúrgicas em todo o país e bolsas para especialistas

Na cerimônia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou os avanços do programa Agora Tem Especialistas, criado para ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias no SUS. Entre as medidas apresentadas estão a instalação de 300 novos conjuntos completos de salas cirúrgicas em todo o país, o apoio com bolsas de residência para mais de 1,5 mil novos médicos especialistas desde maio de 2025 e a ampliação da rede de radioterapia, que já conta com 105 centros em funcionamento e deve ganhar outras 40 unidades até o fim do ano.

Além de anunciar os investimentos no Hospital Luxemburgo, o ministro  destacou a inauguração de um acelerador linear para radioterapia na instituição e a assinatura do termo de compromisso para aquisição de um equipamento de cirurgia robótica prostática, que permitirá a realização de cerca de 200 cirurgias por ano pelo SUS.

“Estamos vendo aqui a maior mobilização da história do SUS, da rede pública e da rede privada, para que a gente reduza o tempo que as pessoas esperam na fila do SUS para fazer uma cirurgia, um exame ou um atendimento”, declarou o ministro. 

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