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Um minuto pela vida das mulheres: Dirigente do PT conta ter sido alvo de perseguição

Camila Moreno conta como viveu abuso para ser silenciada

Ter opinião, ocupar espaços de liderança e se expressar sem medo é um direito de todas as pessoas. Mas, muitas vezes, é algo a ser conquistado pelas mulheres. No terceiro vídeo da série da campanha Um Minuto pela Vida das Mulheres, Camila Moreno, secretária nacional adjunta de Comunicação do PT, faz um relato em tom confessional. Ela compartilha uma experiência pessoal de perseguição e chama atenção para uma dimensão da violência de gênero: o cerceamento do direito das mulheres de ter voz, opinião e participação na vida pública.

Camila conta que possui uma medida protetiva contra um homem que passou a persegui-la por não concordar com suas opiniões. O relato mostra como a violência pode ser utilizada como instrumento de intimidação para tentar silenciar mulheres que ocupam espaços públicos e exercem o direito de se posicionar.

“Eu tenho uma medida protetiva contra um cara que já atirou numa pessoa e não aceitou que eu tivesse opinião política e, por causa disso, começou a me perseguir”, relata.

A experiência de Camila, no entanto, também ajuda a ampliar o olhar sobre a violência de gênero. Ela não acontece apenas na política, nem se resume aos casos extremos de violência física. Está presente em diferentes esferas da vida das mulheres: em casa, no trabalho, nos espaços de poder, nas relações pessoais e nas redes sociais. Muitas vezes, começa justamente pela tentativa de deslegitimar sua fala, controlar suas escolhas ou fazer com que tenham medo de se expressar.

Ao tornar pública sua história, Camila defende que romper esse ciclo exige união e participação coletiva. “Eu acredito muito que juntas e com o apoio de todas as mulheres podemos frear esse ciclo de violência que tem crescido cada vez mais contra nós”, afirma.

 

Uma campanha para sensibilizar a sociedade

A campanha Um Minuto pela Vida das Mulheres tem como objetivo sensibilizar  a sociedade para as diferentes formas que a violência de gênero assume. A proposta é mostrar, por meio de experiências concretas, que o problema não está restrito à violência doméstica ou aos casos que chegam às estatísticas de feminicídio.

Cada relato revela uma dimensão dessa realidade e reforça a importância de garantir às mulheres o direito de falar, participar, ocupar espaços de decisão e viver sem medo. O terceiro vídeo dá continuidade à série que já contou com os depoimentos de Jack Rocha (PT-ES), deputada federal e coordenadora da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados, e Nísia Trindade, ex-ministra da Saúde e ex-presidente da Fiocruz.

Espaço aberto para novas histórias

A campanha permanece aberta à participação de mulheres que ocupam espaços de liderança, sejam parlamentares, dirigentes partidárias ou representantes com atuação política e social, que tenham uma história de violência de gênero para compartilhar.

A ideia é ampliar a rede de vozes e mostrar que, embora as experiências sejam diferentes, existe uma realidade comum: a violência contra as mulheres se manifesta de muitas formas e precisa ser enfrentada coletivamente.

Porque falar é também uma ocupar espaço. E nenhuma mulher deve ser intimidada, silenciada ou violentada por exercer o direito de ter voz, opinião e liberdade.

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