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Brasil e União Europeia dão resposta a Trump em defesa da democracia, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira, 28, no Palácio do Planalto, o decreto de promulgação do acordo Mercosul-União Europeia, um marco histórico para o comércio entre os dois blocos de países. Depois de 25 anos de negociações, o dispositivo entrará em vigor provisoriamente em 1º de maio e prevê, ao longo do tempo, a redução de tarifas para 92% dos produtos exportados pelo Mercosul à UE.

Durante o discurso, Lula disse que o acordo “veio para reforçar a ideia consagrada do multilateralismo”. O petista voltou a condenar a guerra tarifária levada a cabo pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. “Depois que o presidente Trump tomou as medidas que ele tomou, praticando as taxações de forma unilateral contra o mundo inteiro, a resposta que a UE e o Brasil deram ao mundo é de que não existe nada melhor do que a gente acreditar no exercício da democracia, no multilateralismo e na relação cordial entre as nações”, prosseguiu o petista.

Lula também lembrou que as alegações de Trump para tarifar as exportações brasileiras não eram verdadeiras. “O pretexto da taxação ao Brasil foi de que os EUA estavam taxando todos os países com quem eles estavam sendo deficitários. E nós simplesmente provamos, com documentos, que nos últimos 15 anos, eles tiveram um superavit com relação ao Brasil de US$ 410 bilhões”, expôs.

O presidente destacou ainda os 530 novos mercados abertos desde que assumiu a Presidência da República para um terceiro mandato, em 2023. “Ao invés da gente ficar chorando o leite derramado […] nós temos que procurar novos parceiros, porque está cheio de gente hoje querendo vender, cheio de gente querendo comprar. E o Brasil hoje não é um republiqueta, o Brasil é um grande país“.

Zona de livre comércio

*Com informações do Canal Gov.

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