Desde o seu lançamento, em 13 de maio, o programa Desenrola Fies, criado para estudantes que pegaram empréstimos para pagar a universidade, mas não conseguiram quitar as dívidas, já contabilizou 100.209 acordos firmados em todo o país, alcançando R$ 5,3 bilhões em contratos renegociados.
A ação faz parte dos esforços do Governo Lula para que dificuldades financeiras não travem os planos de quem concluiu o ensino superior e planeja seguir uma carreira.
O forte interesse dos ex-estudantes está diretamente ligado às condições facilitadas oferecidas pelo programa. Dependendo da situação do contrato e da condição socioeconômica do beneficiário, os abatimentos podem chegar a até 99% do valor da dívida.
A modalidade mais procurada foi a destinada aos contratos com mais de 360 dias de atraso, que concede desconto de 77% sobre o saldo devedor. Foram formalizados 64.695 acordos nessa categoria, movimentando R$ 3,57 bilhões em renegociações.
Também se destacam os estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), que contam com abatimento de 92%. Esse grupo respondeu por 21.422 renegociações, envolvendo cerca de R$ 1,21 bilhão em débitos.
Já a faixa que permite descontos de até 99% registrou 5.475 acordos. Entre os contratos em dia ou com atraso de até 90 dias, 5.458 beneficiários optaram pela liquidação à vista com desconto de 12%. Outros 3.159 estudantes aderiram às condições especiais destinadas a contratos com mais de 90 dias de inadimplência.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), a expectativa é que a medida alcance mais de um milhão de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil. O programa contempla estudantes que contrataram o Fies até 2017 e que estavam na fase de amortização em maio de 2026, data em que foi editada a Medida Provisória sobre a nova fase do programa Desenrola.
O principal eixo do programa é voltado para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente hoje a R$ 8.105. Com prazo de adesão até 31 de dezembro de 2026, o Desenrola Fies é mais uma iniciativa do governo Lula para assegurar o acesso à educação e dar condições para que milhares de brasileiros reorganizem suas finanças, recuperem sua capacidade de investir em si mesmos e sigam construindo um futuro com mais dignidade e oportunidades.
O programa tem potencial para beneficiar mais de um milhão de estudantes com contratos firmados até 2017 e que estavam na fase de amortização em 4 de maio de 2026.
Quem pode participar?
Podem entrar no Desenrola Fies os estudantes que pegaram o financiamento e estavam com débitos vencidos e não pagos até 4 de maio de 2026. O programa aceita tanto contratos em dia quanto atrasados, desde que se encaixem nesses critérios de data e fase do contrato.
Quem contratou o Fies a partir de 2018 ou ainda está na fase de uso ou carência não pode participar dessa renegociação. Desde 2018, o programa passou a oferecer juros zero para estudantes de menor renda e condições de financiamento proporcionais à capacidade de pagamento dos beneficiários.
A escolha da data de 4 de maio de 2026 serve para identificar quais contratos podem ter descontos, dependendo do tempo de atraso e da inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal.
Como aderir à renegociação do Desenrola Fies
- Acesse os canais oficiais: entre no aplicativo ou portal da instituição financeira responsável pelo contrato até 31 de dezembro de 2026.
- Faça a solicitação: dentro da plataforma, escolha a opção de renegociação do Fies e consulte as condições disponíveis para o seu contrato.
- Confirme o acordo: leia atentamente as cláusulas da renegociação e realize a assinatura eletrônica do termo. Caso haja fiador vinculado ao contrato, o sistema informará os procedimentos necessários para a validação.
- Pague a parcela inicial: emita o boleto ou autorize o débito referente à entrada exigida para efetivar a adesão ao programa.
- Acompanhe a atualização do contrato: após a confirmação do pagamento, a regularização é processada automaticamente, incluindo a retirada do nome do estudante e dos fiadores dos cadastros de inadimplência e a atualização das novas condições de pagamento.
Rede PT de Comunicação, com informações do Ministério da Educação e Agência Brasil

