Mais da metade (51%) dos donos de micro e pequenas empresas e dos microempreendedores individuais (MEIs) do país avaliam que o fim da jornada 6×1 não impactará os negócios. É o que mostra a 12ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, elaborada pelo Sebrae. O percentual cresceu em relação à última amostra, feita em 2024, quando 47% dos entrevistados consideraram que a medida não afetaria suas empresas.
Para o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, essa quantidade tende a crescer cada vez mais. “Ao poucos, os empreendedores estão se convencendo. Cerca de um quarto dos empreendedores estão preocupados, um quarto só. Mas esse número já foi maior, já foi 35%, 37%. Hoje, está por volta de 26%, 27%”, contabilizou.
Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” desta terça-feira, 28, Pereira, contou que o Governo Lula acompanha de perto os debates em torno do fim da escala 6×1 no Congresso Nacional. De acordo com o ministro, não existe qualquer incompatibilidade entre a redução jornada de trabalho e a atividade dos empreendedores. “A redução da escala 6×1 é boa para o empreendedorismo”, garantiu.
“Eu estou convencido de que, se for aprovada, nós vamos aumentar o empreendedorismo no Brasil. Vai ter um monte de gente que vai usar esse espaço novo para fazer mais renda, para correr com seu aplicativo, para fazer um serviço novo, para se preparar para uma mudança de carreira”, avaliou Pereira. “Fora o óbvio: mais gente passeando, viajando, nos restaurantes, nos cinemas”.
A grande maioria dos empreendedores (87%) declararam estar cientes da proposta em trâmite no Congresso. O setor de Economia Criativa (24%) é quem mais recebe positivamente o fim da escala 6×1, seguido por Logística e Transporte (17%) e Indústria Alimentícia (16%).
Governo Lula estuda benefício
O ministro Paulo Pereira ponderou que uma pequena fração dos microempreendedores, aqueles que mantêm funcionários e representam entre 10% e 15% do segmento, pode sofrer algum impacto com a redução da jornada de trabalho, mas que “o governo não vai deixar ninguém para trás” e “está se esforçando para criar mecanismos de suavização”. A meta é melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores sem comprometer a sustentabilidade de quem contrata.
“Pode ser um benefício fiscal, pode ser algum apoio, mais crédito. Então, o esforço é: vamos criar uma regra que é boa para todo mundo, que é boa para o empreendedorismo”, argumentou Pereira. “Vamos cuidar daqueles que possam ter um impacto e criar uma solução específica para eles”, acrescentou.
Com informações da Agência Gov.

