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Lava Jato forjou depoimentos de testemunhas, que sequer foram ouvidas

Operação Lava Jato colaborou com os EUA contra os interesses do Brasil

Nova petição encaminhada ao STF pela defesa do ex-presidente Lula revela que a Operação Lava Jato forjou depoimento de testemunha, sem que ela tivesse sido sequer ouvida. Segundo a petição, “mensagens apontam a existência de termos de depoimentos de delatores que foram forjados, fabricados — de forma contumaz —, no intuito de atender a interesses da Lava Jato”. As novas denúncias reforçam o caráter criminoso da operação chefiada pelo juiz Sergio Moro com objetivo de perseguir e condenar o ex-presidente Lula e também favorecer interesses estrangeiros.

Como expõe a Erika: ela entendeu que era pedido nosso e lavrou termo de depoimento como se tivesse ouvido o cara, com escrivão e tudo, quando não ouviu nada… DPFs (delegado da polícia federal) são facilmente expostos a problemas administrativos“, afirmou Deltan Dallagnol em uma conversa por mensagens com o procurador Orlando Martello Júnior, em referência a um depoimento em que o depoente sequer havia sido ouvido.

Diante da situação, Dallagnol e os procuradores buscaram encontrar formas de acobertar a fraude processual. Uma das “soluções” sugeridas foi convocar as testemunhar para depor, desta forma “esquentando” o falso procedimento anterior. “Concordo. Mas se o colaborador e a defesa revelarem como foi o procedimento, a Erika pode sair muito queimada nessa… pode dar falsidade contra ela… isso que me preocupa”, afirmou Dallagnol.

O diálogo, ocorrido no dia 26 de janeiro de 2016, entre o procurador-chefe, Deltan Dallagnol e outros procuradores foi enviado pela defesa do ex-presidente Lula ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda-feira, 22.

A delegada da Policia Federal, Erika Marena, integrava a equipe da Lava Jato desde sua origem. Em 2018, Marena foi convidada por Sergio Moro para integrar a equipe dele no Ministério da Justiça, sendo exonerada após sua saída.

https://pt.slideshare.net/ComunicaoPT/relatrio-243219660

Colaboração com interesses estrangeiros

A nova petição da defesa de Lula também traz novas informações sobre cooperação ilegal com agências estrangeiras, por meio do telegram e até de pendrives.

“Novos chats e documentos foram analisados e identificados no
material oficial que foi disponibilizado à Defesa Técnica, os quais reforçam ainda mais, no ponto específico desta Reclamação, a troca de informações e documentos com autoridades estrangeiras sobre brasileiros e empresas brasileiras por meio do Telegram e de pen drives, sem a indicação da observância de qualquer das formalidades previstas em MLATs (notadamente os Decretos nºs 3.810/2001 e 6.974/2009)”, afirmou a defesa do ex-presidente Lula.

Além da troca ilegal de informações com agentes, instituições e países estrangeiros, os diálogos revelam  que a discussão sobre os “percentuais” que seriam pagos pelos EUA e pela Suíça em relação às penalidades aplicadas por aqueles países contra brasileiros e empresas brasileiras ocorreu em reuniões e correspondência à margem das regras nacional.

De acordo com as novas mensagens analisadas, as tratativas não foram comunicadas ao DRCI/MJ, como preveem os acordos celebrados entre o Brasil e tais países — que foram aprovados pelo Congresso Nacional e promulgados pelo Presidente da República (Decretos nºs 3.810/2001 e 6.974/2009).

O novo material, segundo a defesa do ex-presidente Lula, “reforça a ocultação de documentos da Defesa Técnica do Reclamante e desse Supremo Tribunal Federal, além de atos que atentam à própria soberania do país”.

Ainda, de acordo com a petição, as mensagens mostram que o procurador-chefe da Lava Jato tinha consciência de que “os americanos quebram a empresa” a Petrobras).

No entanto, destaca a defesa, “a despeito disso, deu continuidade às tratativas com as autoridades daquele país visando a aplicação de penalidades, sobretudo pelo FCPA (que confere jurisdição expandida àquele país) — fornecendo, para essa finalidade, até mesmo dados informais, a título de ‘informações de inteligência'”.

As novas mensagens mostram que o juiz Sergio Moro, o “Russo”, foi mantido a par das negociações ilegais.

Da Redação.

 

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