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Lula diz que áudio de Flávio Bolsonaro com Vorcaro é ‘caso de polícia’

Presidente Lula visitou Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), em Camaçari

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira, 14, em Camaçari (BA), que o áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece negociando recursos com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é “caso de polícia”. A declaração foi dada durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), símbolo da retomada da Petrobras e da reconstrução da capacidade produtiva do país depois dos anos de desmonte promovidos pelo governo anterior.

“Chega de gente vender esse país. Eu não vou comentar caso de polícia, não é meu, eu não sou policial, não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia. O meu caso é tratar do povo brasileiro, é tratar da Petrobras, tratar do emprego”, afirmou Lula.

A fala ocorreu após a divulgação de áudio pelo Intercept Brasil em que Flávio Bolsonaro negocia com Vorcaro repasses milionários para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula foi questionado sobre o episódio durante a agenda na Bahia e respondeu que caberia às autoridades policiais tratar do assunto.

Petrobras de volta ao povo

Na Fafen-BA, Lula celebrou a retomada da produção de fertilizantes nitrogenados pela Petrobras, em uma unidade que havia sido hibernada em 2019, durante a política de desinvestimentos da estatal. A fábrica voltou a operar em janeiro de 2026, após investimento de R$ 100 milhões, com capacidade de produzir 1.300 toneladas diárias de ureia, cerca de 5% da demanda nacional, além de gerar 900 empregos diretos e 2.700 indiretos.

“O Brasil é um país agrícola, o Brasil é o segundo maior produtor de alimento, tem hora que é o terceiro, e o Brasil não pode ser importador de 90% do fertilizante que a nossa agricultura precisa. O Brasil precisa ser dono do seu nariz e produzir os fertilizantes”, disse.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT-BA), destacou que a volta da Fafen é parte de um projeto de desenvolvimento que recoloca a estatal a serviço do povo brasileiro, da geração de empregos e da soberania produtiva.

“Presidente, o governo que lhe antecedeu esvaziou a Petrobras no Brasil inteiro. A Bahia pagou uma conta muito alta. Retirou desse estado o seu papel histórico de sediar a Petrobras, do primeiro poço de Petróleo. E hoje o senhor volta, com sua força, sua energia. Esta é uma pauta do combate à fome e da produção de alimentos”, afirmou o governador.

Contra a privatização e o complexo de vira-lata

Lula também fez uma dura crítica ao processo de desmonte de empresas públicas e ativos estratégicos. O presidente citou a venda de partes da Petrobras, como a BR Distribuidora, refinarias e Eletrobras como exemplos de uma visão que enfraqueceu o país em nome da falsa ideia de que o setor privado seria sempre mais eficiente.

Esse país precisa se dar conta de que durante muito tempo ele foi governado por gente que tinha a formação política de vira-lata: tudo que era do exterior era bom e tudo que era do Brasil não prestava”, afirmou o presidente.

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