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‘Papel do governo é fazer com que as coisas aconteçam nos 8,5 milhões de km² do país’

Lula cumprimenta crianças no Estaleiro Juruá, em Iranduba, Amazonas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prosseguiu com a agenda pelo Amazonas, nesta quarta-feira, 27. No Estaleiro Juruá, município de Iranduba, o petista apresentou outro pacote de investimentos, dessa vez, nas áreas de infraestrutura rodoviária, segurança energética, logística hidroviária e ciência. Os aportes federais ultrapassam R$ 4 bilhões. Mais cedo, Lula havia anunciado investimentos de R$ 2,8 bilhões da Petrobras ao Amazonas, durante evento em Manaus.

Em discurso, Lula lembrou que os governos do Partido dos Trabalhadores (PT) foram os que mais se preocuparam com o progresso da indústria naval brasileira. Para o petista, o desenvolvimento precisa ser distribuído por todo o país, tarefa que cabe Governo Federal. “Eu voltei em 2023 e a indústria naval já está outra vez com 75 mil trabalhadores. E chegaremos a 100 mil trabalhadores”, comemorou.

“E para chegar a 100 mil trabalhadores, é preciso que a economia cresça, é preciso que tenha empresários que acreditam no Brasil, é preciso que tenha donos de estaleiros que acreditam no Brasil. E o papel do governo não é privilegiar uma região do país. O papel do governo é tentar fazer as coisas acontecerem em todos os 8 milhões e meio de quilômetros quadrados do nosso país”, acrescentou Lula.

O presidente esteve acompanhado dos seguintes ministros: Miriam Belchior (Casa Civil), George Santoro (Transportes), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Tomé Franca (Portos e Aeroportos) e João Paulo Capobianco (Meio Ambiente e Mudança do Clima).

O Governo Lula no Amazonas

Na área de infraestrutura, o avanço das obras na rodovia BR-319 é acompanhado de perto pelo Governo Federal. Em Iranduba, Lula assinou ordens de serviço que somam R$ 381,4 milhões, recursos provenientes do Novo PAC. O montante inclui R$ 362 milhões para a execução de melhoramentos no Lote 4 do Trecho do Meio, além de outros R$ 19,4 milhões para a substituição de pontes de madeira por três novas estruturas de concreto (Igarapés Santo Antônio, Realidade e Fortaleza).

O ministro dos Transportes falou da relevância da BR-319. “Na década de 1970, foi concebida para ser uma rodovia de integração nacional. Foi abandonada, foi fechada. E agora, a gente está aqui retomando essa rodovia, que é uma rodovia que integra do Oiapoque ao Chuí”, descreveu Santoro. “É uma rodovia que vai fazer com que a gente coloque Manaus com acesso pavimentado ao resto da malha rodoviária nacional.”

Em termos de segurança energética, Lula oficializou investimentos na ordem de R$ 3,3 bilhões. Desse total, R$ 785,9 milhões serão aplicados na assinatura de contratos da 3ª e da 11ª tranches do programa Luz Para Todos. A iniciativa levará eletricidade para mais de 75 mil pessoas em 86 municípios amazonenses, priorizando o atendimento a áreas rurais e comunidades remotas, além de reduzir a conta de energia.

O pacote bilionário para o Amazonas também contempla outros R$ 2,3 bilhões destinados à modernização da rede elétrica local e à construção de 10 novas subestações ao longo do ciclo 2026-2028.

Estaleiro Juruá

A cerimônia do Governo Federal foi marcada pelo lançamento às águas de uma nova barcaça construída pelo Estaleiro Juruá. O projeto faz parte de um contrato de R$ 1,2 bilhão, financiado pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM) e responsável por 2,6 mil empregos diretos na região.

Além disso, o governo apresentou o projeto do novo Terminal Hidroviário Manaus Moderna. A obra conta com R$ 876 milhões do Novo PAC para reestruturar completamente a mobilidade de passageiros e o escoamento de cargas na capital.

Balsa financiada pelo BNDES no Estaleiro Juruá: Lula anunciou investimentos históricos na região.

Fundo Amazônia

Na esteira da transição energética justa e inclusiva defendida por Lula, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou a liberação de R$ 150 milhões provenientes do Fundo Amazônia para o Programa Desafios da Amazônia. O recurso servirá ao financiamento de inovações e pesquisas tecnológicas voltadas para as cadeias socioprodutivas regionais, como as do açaí, cacau e pescado, envolvendo diretamente dezenas de instituições científicas da Amazônia Legal.

Da Rede PT de Comunicação, com informações do Planalto.

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