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Secretaria de Mulheres lança revista com balanço da gestão 2017–2021

A publicação sistematiza ações, campanhas, articulações políticas e processos de organização que marcaram a atuação das mulheres petistas

A Secretaria Nacional de Mulheres do Partido dos Trabalhadores (SNMPT) lançou,  durante a realização do  14º Encontro Nacional de Mulheres do PT, a revista de balanço da gestão 2017–2021, período em que esteve sob a coordenação da então secretária nacional Anne Moura. A publicação sistematiza ações, campanhas, articulações, políticas e processos de organização que marcaram a atuação das mulheres petistas em um contexto de forte ofensiva conservadora, retrocessos democráticos e aprofundamento das desigualdades de gênero no Brasil. 

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O material resgata o ciclo político atravessado pelo golpe contra a presidente Dilma Rousseff, a prisão política do presidente Lula, a ascensão da extrema direita e os impactos da pandemia de Covid-19 — fatores que impuseram desafios inéditos à organização das mulheres no partido e na sociedade.

Defesa da democracia e enfrentamento à violência política de gênero

 

Entre os eixos centrais da gestão está a defesa intransigente da democracia e o enfrentamento à violência política de gênero, que se intensificou no período. As mulheres do PT tiveram papel de protagonismo em mobilizações nacionais como a Vigília Lula Livre, o movimento #EleNão , além de atos e campanhas contra o discurso de ódio, o autoritarismo e o avanço do fascismo no país.

A revista também destaca a atuação do SNMPT na construção de manifestos e articulações institucionais contra a violência política, reafirmando a necessidade de condições que garantam reais para a participação feminina nos espaços de poder.

Elas por Elas: formação política e ampliação da representação feminina

 

Um dos principais marcos do período foi a criação e consolidação do projeto Elas por Elas, considerado o maior programa de formação política para mulheres do PT. A iniciativa foi estratégica para ampliar a presença feminina nas disputas eleitas e resultados em conquistas históricas, como a maior bancada feminina já eleita pelo partido em 2018.

O projeto atuou tanto na formação política quanto no fortalecimento de candidaturas, oferecendo suporte estratégico e material às mulheres petistas em todo o país. Em 2020, mesmo em meio à pandemia, o PT foi o partido que mais elegeu mulheres, mulheres negras e jovens, com crescimento expressivo da representatividade feminina em relação às eleições anteriores.

Mulheres, territórios e diversidade

 

A publicação evidencia ainda a diversidade de atuação do SNMPT, com ações voltadas para mulheres negras, indígenas, jovens, trabalhadoras do campo e da cidade, mulheres LGBTQIAPN+ e mulheres da Amazônia. Encontros regionais, fóruns temáticos e marchas nacionais reforçaram o compromisso da secretaria com um feminismo plural, popular e enraizado nos territórios.

Eventos como o Fórum de Movimentos de Mulheres da Amazônia, o Festival Elas por Elas e a participação ativa em mobilizações históricas, como a Marcha das Margaridas e a 1ª Marcha das Mulheres Indígenas, compõem o retrato de uma gestão marcada pela articulação com movimentos sociais e pela construção coletiva.

Pandemia, solidariedade e novas formas de organização

 

Durante a pandemia de Covid-19, o SNMPT reorganizou suas estratégias de atuação, utilizando ferramentas digitais para manter a mobilização política, promover formações e fortalecer candidaturas. A revista destaca iniciativas de solidariedade, campanhas de arrecadação e ações de apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade, reafirmando o papel do partido na defesa da vida e dos direitos sociais.

Legado e continuidade

 

Ao revisitar os principais desafios e conquistas da gestão 2017–2021, a revista reafirma o legado político das mulheres do PT na luta pela paridade, democracia interna, financiamento justo de campanhas e combate às desigualdades estruturais. O material também aponta caminhos para o futuro, destacando a importância da organização permanente das mulheres para a segurança do país.

A publicação é, ao mesmo tempo, memória, balanço político e instrumento de formação, reforçando que a história do PT é indissociável da luta das mulheres por vez, voz e poder.

Da Redação do Elas por Elas.

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