A violência de gênero aparece em formas muitas vezes naturalizadas: no assédio, no controle, na interrupção sistemática da fala, na deslegitimação profissional, na violência doméstica e na tentativa de afastar mulheres dos espaços de poder e decisão. É a partir dessa perspectiva que o Canal do PT no WhatsApp inicia a campanha “Um Minuto pela Vida das Mulheres”, dando voz a mulheres que são lideranças políticas, em vídeos de um minuto em que compartilham experiências de violência vividas por serem mulheres.
O primeiro vídeo da série é com Jack Rocha (PT-ES), deputada federal e coordenadora da Bancada Feminina da Câmara dos Deputados.
A cada dia, quatro mulheres são vítimas de feminicídio no Brasil. Dados oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que, em 2025, 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio no país, um crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior. Segundo a pesquisa Retrato dos Feminicídios no Brasil, desde a tipificação do feminicídio como crime, em março de 2015, ao menos 13.703 mulheres foram assassinadas em razão de sua condição de mulher.
Respostas coletivas
“Um Minuto pela Vida das Mulheres” defende que, se a violência de gênero é estrutural, sua resposta também precisa ser coletiva. Isso significa fortalecer políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência, ampliar a rede de proteção, garantir direitos e criar condições para que as mulheres possam viver, trabalhar e participar da vida política e social sem medo.
A campanha também mostra a força do Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio no Brasil, criado pelo Governo Lula e que tem transformado a realidade das políticas públicas de proteção às mulheres no país.
Espaço aberto
Mulheres de diferentes regiões do país já enviaram vídeos, compartilhando experiências que vão do assédio e do silenciamento, à violência política de gênero e à violência doméstica.
O espaço para participação permanece aberto a parlamentares e dirigentes do PT que desejem integrar a iniciativa. As interessadas em participar podem enviar e-mail para comunicacaodn@gmail.com, que a equipe de comunicação retorna com os detalhes do roteiro.
Um minuto pode ser apenas o tempo de um vídeo. Mas pode também ser o tempo necessário para romper o silêncio, compartilhar uma experiência e lembrar que nenhuma mulher deve enfrentar a violência sozinha.

