Uma auditoria feita por técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) trouxe um recado importante em meio a disputas políticas e narrativas sobre o sistema financeiro: a atual direção do Banco Central do Brasil (BC) agiu corretamente, com rigor técnico e dentro da lei, ao lidar com a crise envolvendo o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro. As decisões tomadas sob a gestão do presidente do BC, Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Lula, seguem protegendo a economia, aponta o relatório.
De acordo com o TCU, “não foram identificadas impropriedades, omissões ou negligência na atuação do Banco Central”. A Corte afirmou também que o banco atuou com “estrita observância aos princípios da legalidade, proporcionalidade, razoabilidade, moralidade, eficiência e economicidade”.
O relatório mostra um Banco Central vigilante, que identificou riscos com antecedência e atuou de forma firme para evitar prejuízos maiores ao sistema financeiro. É justamente o inverso do que fez o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro (PL), que autorizou o funcionamento do Banco Master depois de várias negativas da área técnica.
A auditoria do TCU foi enviada para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado em 16 de março e o presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL) determinou o levantamento do sigilo da documentação em 24 de março.
Decisão correta evitou crise maior
O BC decretou a liquidação extrajudicial da instituição, em novembro de 2025. Segundo o TCU, a medida foi “imperativa, legal e tecnicamente fundamentada”, tomada após o esgotamento de todas as alternativas de recuperação.
O tribunal também destacou que a decisão foi “bem calibrada”, evitando um efeito dominó no sistema financeiro.
Outro ponto validado foi a negativa do Banco Central à tentativa de aquisição pelo Banco de Brasília (BRB). Para o TCU, a decisão foi acertada, pois impediu que riscos e passivos fossem transferidos para um banco público sólido, protegendo o patrimônio coletivo.
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