O Brasil alcançou, pela primeira vez na história, o patamar de “muito alto” desenvolvimento humano, segundo o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 2024, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com a Fundação João Pinheiro e o IBGE. O país chegou ao índice de 0,805 em 2024, rompendo a barreira de 0,800 e atingindo o maior resultado da série histórica.
O resultado confirma o impacto das políticas públicas retomadas e fortalecidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com avanços em educação, renda, saúde e inclusão social. Em 2022, o IDHM brasileiro estava em 0,788. Em 2023, subiu para 0,798. No ano seguinte, chegou ao patamar inédito de 0,805.
“Um resultado que não é coincidência, mas reflexo de escolhas políticas consistentes e coordenadas, com impacto direto nos indicadores de educação, longevidade e renda mapeados pelo IDHM”, afirmou Lula.
O presidente destacou que o país ainda precisa enfrentar desigualdades históricas, mas avaliou que o dado mostra a direção correta da reconstrução nacional. “Sabemos que ainda temos um longo caminho pela frente, com desigualdades regionais, de gênero e de raça que precisam ser superadas. O resultado já alcançado mostra que estamos no caminho certo”, completou.
Pela primeira vez na história, o Brasil alcança o patamar mais elevado do Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM). O IDHM avalia o bem-estar de uma população numa escala que varia de 0 a 1. Um país é classificado no patamar de Muito Alto Desenvolvimento Humano quando seu índice… pic.twitter.com/ZtudC3sWdp
— Lula (@LulaOficial) May 26, 2026
Bolsa Família puxa avanço na educação
A educação foi a dimensão que mais cresceu no período analisado pelo estudo. Segundo o levantamento, o IDHM Educação passou de 0,679, em 2012, para 0,798, em 2024. A área teve crescimento médio anual de 1,35%, acima das demais dimensões do índice.
Para a coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, programas de transferência de renda tiveram papel direto nesse avanço, especialmente por ampliar a permanência de crianças e adolescentes na escola e reduzir o trabalho infantil.
“É o programa Bolsa Família que retira quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição da escola e a obrigatoriedade, também, de estar na escola. Então, aqui vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira”, afirmou.
Criado no primeiro governo Lula, o Bolsa Família voltou a ser prioridade nacional a partir de 2023. Além de garantir renda para quem mais precisa, o programa combina transferência de renda com frequência escolar e acompanhamento de saúde, ajudando a romper ciclos de pobreza e exclusão.
Segundo Betina, políticas estruturantes como o Bolsa Família produzem efeitos ao longo do tempo. Os resultados se tornam mais visíveis quando crianças beneficiadas completam ciclos mais longos de escolarização, especialmente no ensino fundamental e médio.
Saúde e renda também avançam
O Radar IDHM 2024 mostra que o avanço brasileiro ocorreu nas três dimensões avaliadas: educação, longevidade e renda. Na saúde, o índice de longevidade chegou a 0,860 em 2024, o maior patamar da série histórica, após recuperar perdas provocadas pela pandemia de covid-19.
O resultado reforça a importância do Sistema Único de Saúde como política pública essencial para garantir atendimento universal à população brasileira. Mesmo após o impacto da crise sanitária, o país conseguiu retomar a trajetória de melhora nos indicadores de desenvolvimento humano.
A renda, que havia sido afetada pela crise econômica e sanitária, também voltou a crescer. Para o governo Lula, o resultado dialoga com a retomada do emprego, a valorização do salário mínimo, o fortalecimento da proteção social e a reconstrução de programas federais voltados à população mais pobre.
População negra avança em ritmo quase 2x maior
O estudo também mostra redução gradual das desigualdades raciais. Entre 2012 e 2024, o IDHM da população negra cresceu 10,3%, quase o dobro do avanço registrado entre a população branca, que foi de 5,5%.
O índice da população negra passou de 0,694 para 0,774 no período. Entre a população branca, avançou de 0,804 para 0,851. Embora a desigualdade persista, a distância entre os dois grupos caiu de 14% para 9%.
A população negra registrou crescimento nas três dimensões do índice. O IDHM Educação passou de 0,623 para 0,770; o IDHM Longevidade avançou de 0,800 para 0,846; e o IDHM Renda subiu de 0,670 para 0,712.
Os dados mostram que políticas públicas de inclusão social, combate à fome, ampliação de renda e acesso à educação têm efeito direto na redução das desigualdades históricas do país.
Da Rede PT de Comunicação, com informações da Agência Brasil.

