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Lei que criminaliza ódio contra as mulheres deve ser votada no Senado

Senadora Augusta Brito denuncia manobra da extrema direita para barrar projeto da misoginia

Está prevista para esta terça, 24,  a votação no plenário do Senado do projeto de lei que criminaliza a misoginia, que é o ódio, a aversão e desprezo a mulheres, e insere esse delito entre os crimes já previstos na Lei do Racismo.  O Projeto de Lei (PL) 896/2023 tem relatoria da líder do PT no Senado, senadora Augusta Brito (PT- CE), e prevê pena mínima de dois anos de prisão para a injúria e de um ano para a discriminação ou incitação à misoginia. 

Em tom de desabafo, Augusta Brito denuncia resistência da extrema direita no Congresso para aprovar a matéria. Na semana passada, o projeto estava na pauta, mas foi questionado quanto à urgência da votação. No final do ano passado, um requerimento capitaneado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) questionou a tramitação conclusiva do projeto nas Comissões, remetendo a matéria para apreciação no plenário. O requerimento alegava que a matéria tinha conteúdo ideológico e que censurava a liberdade de expressão. 

A senadora petista cobra ações concretas e destaca que as mulheres brasileiras continuam perdendo suas vidas enquanto leis básicas travam por falta de vontade política. 

“Que país é esse que a gente não consegue aprovar uma lei? E, ao mesmo tempo, que precisa ter uma lei para que a gente possa assegurar a vida, as nossas vidas, a vida das mulheres?”, questiona a parlamentar. 

Em fevereiro deste ano o presidente Lula lançou o Pacto Brasil contra o Feminicídio, numa articulação conjunta entre os três poderes, lembrando que é tarefa de toda a sociedade, e principalmente dos homens, se engajar na luta contra a violência de gênero. A senadora reafirma a necessidade de uma mudança ampla para garantir a vida das mulheres. 

“Chamar os homens para essa luta também é papel nosso. E não excluir, porque não é briga de sexo. Nós estamos falando em vidas que estão se acabando, então, a gente precisa chamar os homens para estar junto a essa luta. Até porque são, na grande maioria, eles que estão agredindo, eles que estão matando. A gente tem que começar essa desconstrução exatamente através de ações concretas”, afirmou a petista. 

Augusta Brito faz uma reflexão urgente e dolorosa sobre os números de feminicídio no Brasil. “A cada minuto a gente sabe que existe uma mulher sofrendo algum tipo de violência no nosso país. De quem é a responsabilidade? É nossa, é do Parlamento, é da sociedade, é do Governo. É de todos e todas”, finalizou.

Da Rede PT de Comunicação, com informações da Agência Senado. 

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