Rui Falcão defende mudanças no modelo tributário brasileiro

De acordo com o presidente nacional da legenda, tese aprovada no primeiro dia de Congresso foi a “Carta de Salvador”

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, defendeu, em coletiva de imprensa durante o 5º Congresso Nacional da legenda, uma mudança no modelo tributário brasileiro. Para ele, o atual sistema é “injusto”.

Segundo ele, a ideia de alterar o sistema tributário do País é antiga, mas a composição do Congresso Nacional não favorece a discussão de temas como esse. Para Falcão, é preciso uma reforma política, como primeiro passo, para conseguir avançar.

“A composição da carga tributária é injusta. É preciso combater o senso comum. Precisamos explicar que o que estamos propondo é para aliviar. Queremos mudar a qualidade do imposto. Quem tem mais, paga mais, quem tem menos, paga menos, e quem tem nada, não paga nada”, explicou.

“É preciso reavivar a CPMF, que é um imposto limpo, não cumulativo e transparente. Nós achamos que para retomar investimentos que são necessários não dá pra manter o atual sistema tributário”, avaliou.

Sobre as diferentes opiniões e frentes existentes no PT, Falcão disse que esta é uma das características marcantes da legenda. “Nós temos vários PTs no sentido da nossa pluralidade. Essa é uma característica marcante do PT: como conseguimos conviver com tantas ideias diferenciadas”, garantiu.

De acordo com o presidente da legenda, participaram 525 delegados (as) no primeiro dia de Congresso, em Salvador. Ele afirmou que a atividade que marcou o dia foi o debate das seis teses incritas. Segundo Falcão, a “Carta de Salvador” foi a tese vitoriosa.

“O congresso está muito quente, do ponto de vista do debate de ideias e muita polêmica, positivas. O texto aprovado reúne uma análise mais detalhada da situação política do mundo e do Brasil e inclui 14 propostas de resolução que vão ser examinadas”, disse.

Além disso, Falcão voltou a criticar a tentativa de “criminalização” da legenda e reafirmou que aqueles petistas envolvidos em atos ilícitos serão expulsos da legenda.

“É estranho que haja um processo seletivo de acusações. Não vejo cobertura forte da quase prescrição do Mensalão Tucano, da Operação Zelotes, do Trensalão. o que há contra o PT é uma acusação infundada, sem provas”, disse.

Sobre a decisão de deixar de receber doações empresariais, o presidente da legenda disse que ainda não há uma decisão sobre o tema. “Há uma proposta de adiar essa decisão para uma próxima reunião do Diretório Nacional”, lembrou.

Da Redação da Agência PT de Notícias

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