Caminhoneiros descartam greve e reconhecem avanço do diálogo com o governo
O piso mínimo do frete, reivindicação da categoria desde 2018, é tema de Medida provisória enviada por Lula ao Congresso. Presidente apostou em solução negociada
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Uma representação dos caminhoneiros brasileiros foi recebida, nesta quarta, 24, no Palácio do Planalto pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, e pelo diretor-Geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Rodrigues da Rocha Sampaio. Na pauta, a implementação da Medida Provisória (MPV 1343), assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que exige e fiscaliza o piso mínimo do frete, uma luta da categoria desde 2018.
Após o encontro, os caminhoneiros confirmaram que não farão paralisação.
“O governo nos recebeu, nos atendeu. A gente fez reuniões com outros sindicatos do Brasil, com a nossa federação, e chegamos ao denominador comum de que a gente tinha que colocar uma das pautas mais importantes, que é o piso mínimo de frete. É ele que traz dignidade para os caminhoneiros e que vem sendo tratado desde 2018. Tínhamos ganhado e não levamos. Agora o governo entendeu, nos abriu as portas e já tá aí a medida provisória”, disse Luciano Santos, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Santos-SP.
Ao receber lideranças e tratar de uma pauta histórica do setor, o Governo Lula reafirma seu compromisso com a construção de soluções negociadas, capazes de garantir direitos, reduzir tensões e promover estabilidade, demonstrando que o diálogo segue sendo um instrumento fundamental de governança.
A MP prevê punições rigorosas, que podem chegar até o cancelamento do registro de empresas que descumprirem a lei. Entre as medidas, estão:
– Fortalecimento da fiscalização e da aplicação de sanções para garantir o cumprimento dos pisos mínimos de frete;
– Proteção dos transportadores autônomos e motoristas profissionais contra práticas de exploração econômica;
– Melhoria na governança regulatória e no monitoramento das operações de transporte;
– Redução de distorções concorrenciais e promoção de maior equilíbrio no setor de transporte rodoviário de cargas;
– Mitigação de riscos de paralisações e tensões sociais no setor, assegurando a regularidade do fluxo logístico no país.
A intensificação da fiscalização contra a especulação econômica com o preço dos combustíveis também foi tema da reunião. Boulos assegurou que este é um compromisso do Governo Lula.
“Nós vimos o aumento do diesel de maneira despropositada nos últimos dias por especulação de distribuidoras e postos de gasolina. Os caminhoneiros não podem pagar o preço da irresponsabilidade e da gana das distribuidoras que estão aumentando o preço artificialmente, mesmo com a isenção do PIS-Cofins pelo presidente Lula”, disse o ministro.
Da Rede PT de Comunicação, com informações da Agência Gov.
