CPI do Crime Organizado convoca Campos Neto, Ibaneis e Castro

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, eles serão questionados sobre o escândalo bilionário do Banco Master. Com a convocação, presença é obrigatória

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O ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto foi indicado por Jair Bolsonaro.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado aprovou, nesta terça-feira, 31, a convocação de três bolsonaristas: do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e dos ex-governadores do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha, e do Rio de Janeiro (RJ), Cláudio Castro. Ibaneis deixou o governo para disputar uma vaga ao Senado: Castro, que foi cassado, renunciou ao mandato na semana passada.

Nomeado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para presidir o Banco Central, Campos Neto havia sido convidado a depor na CPI desta terça, 31, mas não compareceu por causa de um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Foi durante o mandato dele à frente da autarquia federal que o Banco Master foi autorizado a operar e estabeleceu o esquema criminoso que desviou bilhões de reais.

Já Ibaneis Rocha é investigado pela compra de papéis fraudados do Master pelo Banco de Brasília (BRB), que tem hoje um rombo estimado em ao menos R$ 6,6 bilhões. Ibaneis chegou a dizer que não tinha condições de avaliar a operação por não saber nem “passar um pix”. Em reposta à convocação da CPI, o bolsonarista alegou “não imaginar o fundamento”.

Castro, por sua vez, está na mira da Justiça devido à injeção de R$ 1 bilhão do RioPrevidência (fundo de pensão dos servidores estaduais) no Banco Master. Na terça-feira, 24, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o tornou inelegível por entender que ele praticou abuso de poder político e econômico e captação ilícita de recursos nas eleições de 2022.

Assim como Campos Neto, Ibaneis e Castro também faltaram às oitivas anteriores, como convidados. Agora, com a convocação, a presença dos três perante os parlamentares é obrigatória.

Outros suspeitos do Caso Master

A CPI do Crime Organizado aprovou ainda outros requerimentos de pedidos de informação, de quebra de sigilo e de convocação de pessoas no âmbito do escândalo Master. Foram convocados o ex-diretor de organização do sistema financeiro e de resolução do BC, Renato Dias de Brito Gomes, e o empresário Yan Felix Hirano.

Renato Gomes foi o diretor do BC responsável por barrar a compra do Master pelo BRB e, segundo os parlamentares da CPI do Crime Organizado, pode ajudá-los a entender que “alertas” foram vistos pelo BC.

Por fim, Yan Felix Hirano é apontado como facilitador na inserção de recursos ilícitos no sistema financeiro, em “mecanismo semelhante àquele descrito pela Polícia Federal no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master”.

Da Rede PT de Comunicação, com informações da Agência Senado.

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