Encontro setorial da Economia Solidária reúne lideranças nacionais do PT
Secretaria Nacional de Economia Solidária vê momento como positivo e quer debater inclusão do tema no programa de governo como eixo estratégico de desenvolvimento
Publicado em
Em busca de estruturar o debate sobre os caminhos para consolidar a Economia Popular e Solidária como política estruturante de desenvolvimento no país, o Partido dos Trabalhadores realiza, nos dias 3 e 4, em Salvador, o Encontro da Setorial Nacional de Economia Solidária.
“O debate neste início de 2026 é particularmente especial porque temos um período bastante favorável ao mesmo tempo que desafiador”, afirma Rildo Simões, secretário nacional de Economia Solidária do PT. Segundo o secretário, o momento é positivo pelo compromisso do presidente do PT, Edinho Silva, em colocar a economia solidária, da qual ele é militante, como protagonista no projeto partidário.
Outro aspecto positivo, analisa Simões, é a reestruturação da Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego, um processo liderado pelo ex-ministro Gilberto Carvalho. “O companheiro Gilberto instituiu programas importantes e o avanço de políticas públicas (principalmente com a regulamentação, no fim de 2025, da lei que cria o sistema nacional de Economia Solidária).”
“Este debate sobre a Economia Solidária, no âmbito partidário, é fundamental para que possamos organizar nosso envolvimento com o movimento social para entender suas demandas e planejar nossa incidência nos governos federal, estaduais e municipais para atendê-las”, explica Rildo Simões.
O grande desafio, na visão da Secretaria Nacional de Economia Solidária, é discutir, durante o encontro nos próximos dias, estratégias para a ampliação das bancadas parlamentares (estaduais e federal) do PT e qual será o papel do setor no projeto de reeleição do presidente Lula.
O encontro vai analisa também a correlação de forças no Congresso, os impactos da crise climática sobre a economia e o mundo do trabalho. Além disso, os dirigentes vão traçar o planejamento político da Setorial Nacional de Economia Solidária, fortalecer a agenda de lutas de 2026 e incidir na construção do plano de governo 2027–2030, reafirmando o cooperativismo solidário e popular como eixo estratégico do projeto democrático-popular.
Um debate fundamental para quem constrói o Brasil a partir do trabalho, da solidariedade e da democracia.
Veja a programação:
Quando? Dias 3 e 4 de fevereiro
Onde? Em Salvador, Hotel Express, Amaralina
Debate do dia 4: Análise de conjuntura com participação de lideranças do Partido dos Trabalhadores, do governo federal e do movimento sindical, comprometidas com a democracia, o desenvolvimento com justiça social e o fortalecimento da Economia Popular e Solidária.
Quem participa?
Edinho Silva – Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, ex-ministro e ex-prefeito (quando desenvolveu várias experiências exitosas de Economia Solidária em Araraquara), responsável pela condução política do partido e pelo debate estratégico sobre o projeto de país, a conjuntura nacional e os desafios do próximo ciclo eleitoral.
Gilberto Carvalho – Secretário Nacional da Economia Popular e Solidária, militante histórico do PT, ex-minstro e referência na articulação entre governo e movimentos sociais, com trajetória marcada pela defesa da participação popular e das políticas públicas de inclusão produtiva.
Deyvid Bacelar – Coordenador-Geral da FUP, liderança sindical nacional, com atuação destacada na defesa da soberania energética, dos direitos da classe trabalhadora e do papel estratégico do Estado no desenvolvimento nacional.
Neusa Cadore – Secretária Estadual de Mulheres, dirigente do PT Bahia, com forte atuação na defesa dos direitos das mulheres, da igualdade de gênero e da construção de políticas públicas voltadas à autonomia econômica, à economia solidária e ao enfrentamento das desigualdades.
Da Redação do PT.