Governo Lula regulamenta programa BR do Mar

Iniciativa é estratégica por estimular crescimento da cabotagem entre portos brasileiros, ampliar oferta de embarcações, estabelecer novas rotas, reduzir custos logísticos e aumentar empregos no setor

Thiago Dias/Secom/PR

A equipe ministerial, durante cerimônia de regulamentação do BR do Mar, nesta quarta-feira (16)

O presidente Lula assinou, nesta quarta-feira (16) pela manhã, o decreto que regulamenta o programa BR do Mar. A iniciativa do governo federal é estratégica por estimular o crescimento da cabotagem entre os portos brasileiros, ampliar a oferta de embarcações, estabelecer novas rotas, reduzir custos logísticos, promover a inovação sustentável da indústria naval e aumentar os empregos no setor.

À tarde, houve cerimônia protocolar no Palácio do Planalto, mas Lula não pôde comparecer, porque cumpre agenda no Nordeste, com representantes de bancos públicos, e precisou ausentar-se de última hora. Em nome do presidente, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, argumentou que o desenvolvimento da indústria naval é visto pelo governo como política de Estado.

“Quando se fala de um planejamento de infraestrutura ferroviária, portuária, de construção de estrutura de navegação, de indústria naval, não é possível conceber, projetar e implantar em apenas um governo. E, por isso, é importante que nós comecemos a tomar consciência que o Brasil, definitivamente, precisa fazer planejamento de Estado, independente do governo que vai suceder um ao outro”, defendeu o chefe da Casa Civil.

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Tarifaço de Trump

Todos os ministros presentes ao evento na sede da Presidência da República fizeram menção ao tarifaço de 50% determinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. Os integrantes do governo Lula censuraram a medida e também as ações de lesa-pátria levadas a cabo pelo clã Bolsonaro.

Fora as tarifas, Rui Costa condenou duramente o que chamou de “intromissão absolutamente indevida” de Trump nos assuntos internos do país e convocou brasileiros e brasileiras a se unirem pela soberania nacional.

“A resposta que o Brasil tem que dar é com serenidade, muito diálogo, mas firmeza, altivez, e união do povo, porque o Brasil pertence aos brasileiros e nós vamos juntos, independente de partido político, construir um Brasil que os brasileiros merecem e são os brasileiros que vão definir o seu destino”, concluiu.

Da Redação

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