Imprensa internacional repercute índole golpista e homicida de Bolsonaro

Indiciamento do criminoso e de outros 36 envolvidos na tentativa de matar autoridades, como o presidente Lula, e acabar com a democracia no Brasil ganhou amplo espaço em veículos de imprensa do mundo inteiro, como o The New York Times e o Washington Post

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A notícia do plano de golpe e assassinatos de Bolsonaro ganhou destaque em jornais de diferentes continentes

A notícia do indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Polícia Federal (PF) percorreu o mundo. Jornais de diversos países reverberam a intentona fascista liderada pelo capitão da extrema direita com o objetivo de solapar a democracia no Brasil e assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na quinta-feira (21), a PF indiciou Bolsonaro e mais 36 pessoas pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o The New York Times repercutiu o calvário bolsonarista. “A polícia brasileira acusa Bolsonaro de planejar um golpe. O ex-presidente pode enfrentar processos criminais por acusações de estar envolvido em planos de golpe após perder as eleições de 2022”, escreveu o periódico.

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A rede CNN, por sua vez, informou que “autoridades brasileiras indiciaram o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusando-o de ‘pleno conhecimento’ de uma conspiração para matar o seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, e anular os resultados das eleições presidenciais”.

O Washington Post ressaltou que a tentativa de golpe de Estado descoberta pela PF “ameaça a carreira política de Bolsonaro”.

Europa

O britânico The Guardian também noticiou a trama golpista. “O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e alguns dos seus aliados mais próximos estão entre dezenas de pessoas formalmente acusadas pela Polícia Federal de fazerem parte de uma conspiração criminosa destinada a destruir o sistema democrático do Brasil através de um golpe de Estado”, apontou.

O francês Le Monde disse que “a Polícia Federal concluiu na quinta a investigação sobre a existência de uma organização criminosa que agiu de maneira coordenada em 2022 na tentativa de manter o então presidente no poder”.

Já o espanhol El País descreveu o envolvimento dos comandantes das Forças Armadas, que se retiraram do plano golpista no último instante: “investigadores sustentam que o golpe tramado pelo ex-presidente contra Lula não foi executado porque os chefes do Exército e da Aeronáutica se recusaram a aderir”.

A BBC mencionou o nome de Braga Netto, general envolvido no planejamento do golpe e também vice de Bolsonaro nas eleições de 2022.

A agência Reuters lembrou da destruição das sedes dos Três Poderes levada a cabo pelos bolsonaristas em 8 de janeiro de 2023.

América Latina

O indiciamento de Bolsonaro foi notícia na vizinha Argentina. O Clarín confeccionou matéria jornalística com a chamada “Jair Bolsonaro, militares e ministros antigos: quem é quem na trama golpista contra Lula da Silva no Brasil” e apresentou os integrantes da quadrilha bolsonarista.

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Outro argentino, o La Nación, pontuou: “A Polícia Federal do Brasil concluiu que Bolsonaro tentou um golpe de Estado e pede que ele seja acusado”.

A Rádio Caracol, da Colômbia, enumerou os crimes pelos quais a PF indiciou Bolsonaro e outros extremistas: abolição violenta do Estado Democrática de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

Oriente Médio

Até no Oriente Médio, o indiciamento de Bolsonaro esteve nos centros dos holofotes nesta quinta. A rede Al-Jazeera, principal veículo árabe de notícias, reforçou que o ex-presidente foi vencido nas urnas por Lula.

“A polícia acusa Jair Bolsonaro e vários ex-funcionários de envolvimento em conspiração após a derrota eleitoral de 2022.”

Da Redação

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