No ATL, Partido dos Trabalhadores reforça compromisso com a luta indígena
Lideranças petistas ouviram demandas e enfatizaram importância de conexão do partido e aumento de parlamentares indígenas
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Representantes do Partido dos Trabalhadores participaram da 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília, o principal espaço de articulação dos povos indígenas do país e de debates sobre políticas públicas. O Encontro contou com a participação de aproximadamente 200 povos entre os dias 5 e 11 de abril. Dirigentes do PT nacional e lideranças locais reafirmaram o compromisso do partido com as lutas históricas dos povos indígenas.
O ATL reuniu cerca de 7 mil indígenas e ocorre anualmente desde 2004, sendo realizado na maioria das vezes em Brasília. Algumas edições já aconteceram em Campo Grande (MS), no Rio de Janeiro (RJ) e, excepcionalmente, de forma virtual – em decorrência da pandemia da Covid-19. Neste ano, o encontro tem como tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós” e se centraliza no Eixo Cultural Ibero-Americano. Entre as principais pautas estão a demarcação de terras indígenas, o enfrentamento à violência contra mulheres indígenas e a ampliação de políticas públicas para esses povos nas áreas de saúde e educação.
Veja fotos da Marcha dos Povos Indígenas durante o Acampamento Terra Livre:
PT: compromisso com a luta
Na programação do acampamento, dirigentes nacionais do PT ouviram as demandas das comunidades de diferentes regiões do país. Participaram das atividades a coordenadora do Setorial Nacional de Assuntos Indígenas, Quenes Payayá, a secretária nacional de Movimentos Populares, Lucinha Barbosa, e o secretário de Combate ao Racismo, Tiago Soares.
Quenes Payayá enfatizou a necessidade da demarcação de terras indígenas na pauta do movimento. “Sem território não há cultura, não há vida. A demarcação é um direito constitucional e precisa ser garantida pelo Estado brasileiro”, afirmou. A coordenadora também trouxe a participação de lideranças locais em discussões com diversos ministérios do Governo Federal, englobando as temáticas de educação, saúde, meio ambiente, cuidados com as crianças e enfrentamento de violência contra mulheres indígenas como um ponto de destaque da participação do partido.
O secretário Tiago Soares reforçou a aliança histórica entre diferentes grupos sociais. Segundo ele, há uma conexão entre as lutas dos povos indígenas e das populações negras no Brasil, marcada pela resistência e pela defesa dos territórios. “Nossa luta é comum: contra o racismo, contra a violência e pela preservação da vida e da memória dos nossos povos”, disse. Já Lucinha Barbosa enfatizou que o ATL “expressa a potência da organização coletiva dos povos indígenas”. “O Acampamento Terra Livre expressa a potência da organização dos povos indígenas. É na unidade e na ancestralidade que se constrói a luta por direitos e justiça”, afirmou.
Fortalecimento nas Bases e Suporte Governamental
Lideranças indígenas do PT destacaram a importância estratégica de estarem alinhados ao partido para viabilizar suas agendas junto ao Governo Federal. Lindomar Xokó, integrante do Setorial Nacional de Assuntos Indígenas do estado de Sergipe, observou que a gestão do presidente Lula facilita o diálogo e a flexibilidade no acesso a ministérios e deputados.
“Nós, enquanto representantes do setorial, ou como membros do PT, temos a flexibilidade de acessar os ministérios, os nossos deputados, para que as agendas possam acontecer. É muito importante o nosso trabalho aqui como representantes do nosso partido”, afirmou Xokó.
Patrícia Krin Si, liderança do Setorial Indígena do PT da Bahia, ressaltou também a importância do debate sobre a ampliação de bancadas indígenas nas eleições de outubro e de aumentar a representatividade dos povos originários no partido. Além disso, ela destacou que a reeleição de Lula é fundamental para avançar na agenda de direitos dos povos originários. “O nosso objetivo maior é eleger o nosso presidente. Espero que o PT possa nos dar condições ainda melhores de trabalhar as nossas lutas.”.
“Nós precisamos que o PT possa nos olhar com essa força, que é do povo indígena, para que a gente possa se organizar ainda mais, apoiando as candidaturas dentro dos territórios e fazendo valer essa esperança que nós temos de um tempo melhor para os povos indígenas”, conclui Krin Si.
Rede PT de comunicação.






