‘Nosso corpo não é máquina’: PT convoca mulheres para ato contra a escala 6×1

Mazé Morais, Secretária de Mulheres do partido, fala, ainda, sobre participação política feminina e a reeleição do governo Lula em 2026

divulgação - redes PT

Secretária Nacional de Mulheres do PT, Mazé Morais, diz que jornada longa adoece as mulheres

O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, inaugura o calendário de lutas do ano no Brasil e tem na pauta de 2026 uma prioridade: o fim da escala de trabalho 6×1. O tema é um chamado para que todas as mulheres levantem a bandeira da jornada justa, com a ampliação do tempo de descanso.

A Secretária Nacional de Mulheres do PT, Mazé Morais, que está na organização do ato nacional em São Paulo, explica porque a redução das horas de trabalho é fundamental para a mulheres brasileiras: “Nós, mulheres que estamos no PT, sabemos que quem paga essa conta são as trabalhadoras, são as mulheres negras do comércio, da limpeza, da saúde, da infância, são as mulheres rurais que enfrentam as jornadas exaustivas, saem cedo para trabalhar e voltam no final do dia para uma segunda, ou terceira, ou quarta jornada dentro de casa”.

Em São Paulo, neste domingo (8), a partir das 14h, uma manifestação na Avenida Paulista, em frente ao MASP, vai marcar o 8M e a luta feminina contra a escala 6×1. A ideia é reunir sindicatos, movimentos sociais, partidos progressistas, parlamentares, lideranças sociais e militantes, unificando as vozes e mostrando que é preciso modificar as regras do trabalho no Brasil.

“A gente sabe que a 6×1 rouba o nosso tempo, rouba o nosso direito, inclusive do nosso descanso. Rouba o nosso direito de estudar, de participar da vida política, de construir com o nosso filho. Então, para mim, esse é um tema, crucial”, diz Mazé, acrescentando que para a trabalhadora rural a realidade é ainda mais dura. “Eu, que venho do campo, sei o que é um corpo nosso cansado, sei o que é trabalhar até o nosso limite. Tenho pura convicção que o desenvolvimento não pode significar, no nosso país, o adoecimento de nós mulheres. A produtividade não pode estar acima da nossa vida, do nosso corpo, da nossa mente, porque o nosso corpo, de fato, ele não é máquina”, declara Mazé.

A Secretária Nacional de Mulheres do PT explica, ainda, que o partido está construindo uma agenda ampla para todo o mês de março, em diversos Estados do país, com o objetivo de discutir, mobilizar e informar às mulheres a importância do final da escala 6×1. “É um mês todo de muita luta da mulherada. Então, além do 8 de março, que todos os Estados estão fazendo, seja caminhada, seja ato, seja passeata, teremos também, durante o mês, várias ações que as mulheres vão organizar”, informa.

A dirigente partidária chama a atenção, ainda, para a importância da mobilização em 2026, um ano que ela classifica como fundamental para manutenção da garantia dos direitos e para a democracia brasileira.

“Eu estou vendo a mulherada muito bem organizada, entendendo que, mais do que nunca, a gente precisa ir para a rua. Estamos nas ruas também pela democracia, pela participação política das mulheres, pelo fim da violência e contra o feminicídio. É um ano decisivo, um ano de eleição, que a gente está dizendo que é a eleição da nossa vida e a gente não quer retroceder naquilo que a gente já conseguiu, inclusive num governo do campo popular democrático. Então, para nós, também a reeleição do presidente Lula é o número um nessa caminhada,”, alerta.

Da Rede PT de Comunicação.

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