‘PT é contra privilégios que distanciam a política da realidade do povo’

Edinho Silva volta a defender necessidade de reformas para mudar modelo de representação e diz que partido vai discutir, em aniversário, a agenda que o século 21 nos impõe

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Edinho defende que o partido foque nos temas de interesse da maioria da população brasileira.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, voltou a defender, nesta quarta-feira, 4, reformas no país que aproximem os políticos e a política da realidade do povo brasileiro. Um país de privilégios, desconectado do cotidiano da maioria das pessoas, só aumenta o descrédito na própria política e democracia, observou Edinho Silva. 

Em entrevista à Rádio CBN, o presidente reiterou que o momento atual do país e do mundo é  delicado, com o avanço do autoritarismo e do fascismo. Por isso, ele voltou a defender que a classe política se concentre em medidas que fortaleçam a credibilidade nas instituições e no sistema democrático.

“Estamos vivendo um momento muito difícil da vida política brasileira. É nítido que a democracia vive um ambiente descrédito, a sociedade exige mudanças para que a gente aproxime mais a vida política do país da vida real do povo brasileiro”, afirmou o presidente do partido. Edinho Silva disse que “sempre que você abre brechas para privilégios, para situações privilegiadas que distanciam a vida política do país da realidade do povo, isso só agrava esse descrédito com a democracia”. 

“Nós deveríamos estar debatendo inclusive um projeto de reforma político-partidária no Brasil, para que a gente, além de combater os privilégios, possa efetivamente melhorar o nosso sistema democrático melhorar o nosso sistema de representatividade.”

Edinho Silva afirmou que a reforma da renda – isenção de IR para pessoas que ganham até R$ 5 mil –, defendida e implementada pelo Governo Lula, é um exemplo do combate a privilégios. 

“O país precisa passar por reformas, como o governo do presidente Lula tem enfrentado reforma da renda, a isenção de tributos para o povo que é assalariado, os trabalhadores brasileiros assalariados, combatendo também a situação os privilégios daqueles que não pagam tributos.”

Agenda do século 21

 

Edinho Silva observou que durante o aniversário de 46 anos do PT, que será celebrado a partir de amanhã, em Salvador, o partido vai se debruçar em debates da agenda 21, de temas prioritários para a sociedade.

O presidente do PT listou alguns desses temas urgentes: transição energética, urgência climática, segurança pública, estrangulamento financeiro do crime organizado, melhor formação e remuneração para as polícias, fim da jornada 6×1, tarifa zero para transporte público, universalização da educação integral e da primeira infância, reforma político-eleitoral, aprimoramento dos gastos públicos.

“Toda vez que você caracteriza um privilégio, a sociedade reage, porque ela quer que você gaste bem o dinheiro dos tributos, o dinheiro que ela recolhe.”

Eleições e palanque em SP

 

Edinho Silva enfatizou que o PT está “priorizando alianças nos estados”. “Onde nós pudermos, vamos construir alianças com o campo democrático para que a gente tenha senadoras e senadores que estejam preocupados com o fortalecimento da democracia, que combata essa onda autoritária que nós estamos vivendo, que estejam preocupados com a construção de uma agenda para o Brasil.”

Sobre a disputa em SP, Edinho Silva reconhece a importância do estado, com 34 milhões de eleitores. Questionado sobre o papel do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na disputa paulista, o presidente do PT disse que ele “é um dos maiores quadros da vida pública brasileira, o ministro do enfrentamento ao combate aos privilégios e da  justiça tributária para que os trabalhadores deixem de pagar tributos e aqueles que que não pagam devem pagar”.

Haddad, reforçou o presidente do PT, tem estatura política para concorrer ao cargo que quiser, e têm consciência de sua responsabilidade. “Nós temos que dialogar com o ministro Fernando Haddad. Ele tem que fazer a sua opção, fazer a sua escolha política por meio do convencimento”. Há um clamor, no PT, para que Haddad dispute o governo de São Paulo, mas o ministro ainda não tomou sua decisão.

Da Redação do PT.

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