‘SUS está cada vez mais ao lado das mulheres brasileiras’, diz Padilha
Mutirão de atendimentos femininos teve mais de 230 mil procedimentos em todo o país. Ação faz parte do programa Agora Tem Especialistas
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O Governo do Brasil realizou, no último fim de semana, o maior mutirão de atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) da história do sistema de saúde pública. Voltado exclusivamente para o público feminino, a ação contou com mais de 230 mil procedimentos, entre cirurgias e exames de média e alta complexidade, mobilizando todos os estados e o Distrito Federal.
Ao todo, 516 municípios realizaram atendimentos em mais de 940 hospitais reconhecidos por suas especialidades. Participaram da iniciativa centros de saúde públicos, privados, universitários e filantrópicos, com foco na ampliação do acesso à saúde às mulheres nas áreas de ginecologia, oncologia, oftalmologia e ortopedia.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou o sucesso da ação. “Nós fizemos história. O SUS está cada vez mais ao lado das mulheres brasileiras”, disse, em postagem em suas redes sociais. Para ilustrar o alcance do mutirão, o ministro afirmou que o número total de atendimentos equivale a quase quatro vezes a média de público do Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Este foi o quarto mutirão do SUS realizado pelo Ministério da Saúde a partir do programa Agora Tem Especialistas, firmado pelo Presidente Lula em junho de 2025, que visa ampliar o acesso da população à saúde especializada para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias na rede pública de saúde do país.
Nas três primeiras edições, ainda no ano passado, brasileiros e brasileiras de todo o país, inclusive de territórios indígenas, foram submetidos a mais de 127 mil procedimentos do Agora Tem Especialistas.
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41 mil cirurgias e 188 mil procedimentos realizados
Entre os 230 mil atendimentos realizados foram feitas 41 mil cirurgias, como histerectomia, reconstrução mamária, retirada de tumores no útero e laqueadura. Também foram realizadas cirurgias de catarata, retiradas de hérnia, vesícula e tumores na pele e tratamentos cirúrgicos contra varizes.
Na parte dos 188 mil procedimentos feitos estão listados tomografias, ultrassonografias e ressonâncias magnéticas – exames essenciais para a definição de condutas médicas –, além de procedimentos oncológicos e consultas em áreas como oftalmologia, pneumologia e gastroenterologia.
Uma novidade do mutirão foi a disponibilização de aplicação de 3,8 mil implantes do Implanon, moderno método contraceptivo subdérmico, considerado mais vantajoso em relação aos demais por sua alta eficácia e duração de três anos. Na rede privada, ele chega a custar cerca de R$4 mil.
O estado que mais realizou atendimentos foi o Ceará (31,7 mil), seguido por Pernambuco (25,9 mil), Minas Gerais (25,4 mil) e São Paulo (23 mil).
Ações integradas
Para que mais mulheres pudessem ser beneficiadas pela ação, o Ministério da Saúde realizou uma parceria com o aplicativo de mobilidade 99, que disponibilizou 73 mil vouchers de deslocamento de mulheres para hospitais de 40 cidades que participaram da iniciativa.
Com o intuito de reduzir desigualdades históricas no acesso à saúde e fortalecer o cuidado integral, respeitando as especificidades culturais e territoriais, o Ministério da Saúde também organizou transporte e hospedagem gratuitos para mulheres indígenas que moram em locais de difícil acesso e longe dos centros urbanos pudessem ser atendidas em hospitais que já ofertam acompanhamento especializado para esse público habitualmente.
Enquanto acompanhava a abertura da ação no Hospital Universitário de Brasília (HUB) no último sábado, 21, Alexandre Padilha reforçou o comprometimento do Ministério da Saúde, em união com o Governo Lula, em contribuir com saúde pública de qualidade para a população. “Não é só sobre estar presente, é sobre garantir dignidade, cuidado e defesa da vida.”
“Isso é possível pela força do programa Agora Tem Especialistas, que, com ações como essa, está garantindo cuidados essenciais que devolvem qualidade de vida e esperança. É o SUS reduzindo o tempo de espera, acelerando diagnósticos e mostrando que política pública eficiente é a que chega à vida real das pessoas”, complementou o ministro.
Rede PT de Comunicação.
