‘Reeleição de Lula será derrota do fascismo’, diz presidente do PT em encontro global

Edinho Silva participa de evento com progressistas de todo o mundo, em Barcelona, e afirma que eleições no Brasil têm chamado a atenção pela importância para a democracia

Isa Conzi

“É um momento de disseminação de guerra, de violência, de autoritarismo, de ascensão do fascismo”. A declaração do presidente nacional do PT, Edinho Silva, sintetiza o clima e a urgência do encontro internacional de forças progressistas realizado em Barcelona, na Espanha, que reúne lideranças de diversos continentes para enfrentar o avanço da extrema direita e fortalecer a democracia no mundo. Global Progressive Mobilisation (Mobilização Progressista Global – GPM) vai até este sábado, 18.

Segundo Edinho, o cenário internacional exige mais do que declarações: exige organização política e ação coordenada. “As forças progressistas estão reunidas aqui em Barcelona para que a gente possa construir uma agenda conjunta, que enfrente esse momento da nossa história e faça com que a democracia seja vitoriosa”, afirmou.

Edinho se reúne com partidos e lideranças da América do Sul, Europa, África e Ásia. Entre os encontros, diálogos com a Frente Ampla do Uruguai, representantes do Pacto Histórico da Colômbia e do Partido Justicialista da Argentina, além de reuniões com lideranças do Partido Socialista Europeu, do PSOE espanhol e da Fundação Friedrich-Ebert (FES), ligada à social-democracia alemã.

A agenda incluiu ainda reuniões com lideranças africanas e com representantes do Congresso Nacional Indiano, evidenciando a construção de uma articulação global contra o avanço da extrema direita.

Lula como referência global contra o autoritarismo

O Brasil ocupa posição estratégica nas discussões. “As eleições no Brasil têm chamado a atenção do mundo. A eleição do presidente Lula é fundamental para que a democracia continue prevalecendo na América Latina e para sinalizar a importância da democracia no mundo. É o mais líder do campo democrático mundial”, afirmou Edinho. O presidente do Brasil participa do evento neste sábado.

Edinho também disse que a reeleição de Lula será uma derrota não apenas para a extrema direita brasileira, mas um sinal de enfraquecimento global do fascismo. Segundo ele, essa percepção já está consolidada entre lideranças progressistas de diferentes regiões.

Ele relatou que partidos da América do Sul, Europa e África manifestaram disposição de colaborar com o Brasil e apoiar o projeto político liderado pelo PT, em um movimento de unidade internacional contra o autoritarismo.

O PT também é representado no evento pelo secretário de Relações Internacionais do partido, Humberto Costa, e pela secretária-adjunta de Relações Internacionais, Misiara Oliveira.

Contra desigualdade, guerras e chantagem econômica

Edinho denunciou o uso de instrumentos econômicos e políticos como forma de pressão internacional, além da escalada de conflitos e da instabilidade global impulsionada por interesses geopolíticos.

“Nós estamos vivendo um momento de guerras, de ocupação de territórios, de boicotes a países com posições progressistas e de tarifaços usados como instrumento de pressão sobre economias no mundo”, afirmou.

Para o presidente do PT, enfrentar esse cenário passa por recolocar no centro do debate temas estruturais historicamente defendidos pela esquerda, como a distribuição de renda e a transição energética.

“A concentração de renda é um problema mundial. A urgência climática também. Não há saída nacional para problemas que são globais”, pontuou.

Unidade internacional contra a extrema direita

Os debates em Barcelona reforçam a construção de uma frente ampla global em defesa da democracia, da justiça social e dos direitos dos povos, em contraposição ao avanço da extrema direita, do fascismo e das políticas de exclusão.

Com protagonismo nas articulações e presença ativa nos principais espaços de diálogo, o PT reafirma seu papel histórico como força central na luta internacional por democracia e igualdade e como parte de um movimento global que não aceita retrocessos.

Neste sábado, o presidente Edinho participa do painel “Inclusão como um desafio global – instituições, políticas e práticas”, com a ministra espanhola Elma Saiz, o ex-presidente da Colômbia Jesús Rodríguez e a ex-presidente do Congresso da Espanha Francina Armengol. Ele também estará no debate “Democracia no Hemisfério Ocidental – EUA e Brasil”, com Pedro Abramovay da Open Society Foundations.

Da Rede PT de Comunicação.

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