BC mantém país refém de juros abusivos e gera pessimismo com a economia
De acordo com Datafolha, 26% consideram que haverá uma piora do quadro econômico nos próximos meses. “A taxa Selic de 13,75% do BC está sabotando o Brasil e todo mundo paga o preço”, reage Paulo Pimenta
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As escorchantes taxas de juros praticadas pelo Banco Central intoxicaram o ambiente econômico do país de tal modo que a imprensa mal dá conta de cobrir a avalanche de notícias negativas decorrentes do índice de 13,75% em que estacionou a taxa Selic desde meados do ano passado. Em um cenário de crise de crédito e endividamento de empresas e famílias, não é surpresa que parte dos brasileiros venham manifestando certo pessimismo com a economia, como mostra a mais recente pesquisa Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo no domingo (2).
Embora não sejam maioria, 26% da população consideram que haverá uma piora do quadro econômico nos próximos meses. Em dezembro, o percentual era de 20%. “Entre os que contam com uma melhora, houve uma queda de 49% para 46%”, relata o jornal.
JUROS MAIS ALTOS DO MUNDO: Taxa Selic de 13,75% do Banco Central está sabotando o Brasil e todo mundo paga o preço. Segue o fio:
— Paulo Pimenta (@Pimenta13Br) April 3, 2023
“A taxa Selic de 13,75% do Banco Central está sabotando o Brasil e todo mundo paga o preço”, dispara o ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta. “77,9% da população está endividada”, insiste Pimenta. “69,4 milhões de brasileiros estão inadimplentes. Nesse cenário, o BC mantém os juros reais mais altos do mundo. Se não é sabotagem, qual a explicação?”, questiona o ministro.
Crise de crédito
De fato, o noticiário econômico reflete essas preocupações. De acordo com reportagem do Estado de S. Paulo, o crédito para empresas desapareceu e os donos de diversos negócios iniciaram a renegociação de dívidas e pedidos de recuperação judicial e extra judicial como uma estratégia desesperada de sobrevivência.
“A tendência, segundo analistas, é que as condições de crédito continuem duras pelo menos até o fim do ano, dificultando a operação das companhias brasileiras”, aponta o diário. “Para o Goldman Sachs, é provável que esse cenário piore”.
Prejuízos para empresas
Do mesmo modo, empresas têm registrado prejuízos na Bolsa de Valores. De acordo com levantamento do TradeMap para o E-Investidor, no ano passado, o lucro líquido de 295 companhias caiu mais de 17% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, as despesas financeiras dispararam quase 50%.
A Selic também tem atuado para frear a intenção dos brasileiros na compra de imóveis, cujas taxas de financiamento têm subido constantemente. Entre o final de 2021 e o ano passaado, a taxa média subiu de 9,2% para 10,2% ao ano, mais TR. “No médio e alto padrão, há temor de que os clientes não consigam se qualificar para a compra do imóvel, ou prefiram postergá-la”, informa o Valor.
Não é por outro motivo que a maioria esmagadora da população, mais de 80%, apoia Lula em sua cruzada por uma queda na taxa de juros, já que o país tornou-se refém do plano perverso de Campos Neto de derrubar a economia brasileira.
“Ninguém aguenta mais pagar tantos juros!”, exclama Pimenta. “O Brasil precisa voltar a crescer e o povo precisa comprar sem se endividar. 13,75% de Selic é um absurdo e o país está junto com Lula”, confirma o petista.
Da Redação, com Folha, Estadão e Valor