Cúpula dos Povos exige nova governança global contra crise climática

Em Belém, Declaração da Cúpula consolida chamado dos movimentos sociais por justiça climática, soberania popular e o fim do modelo capitalista extrativista

ASCOM / SGPR

Cúpula dos Povos propõe medidas concretas para a construção de um mundo justo e democrático

A Cúpula dos Povos, reunida em Belém entre 12 a 16 de novembro denuncia o modo de produção capitalista como a causa principal da crise climática. A Declaração da Cúpula dos Povos Rumo à COP30, divulgada neste domingo (16), responsabiliza os países do norte global e as corporações transnacionais pelo fracasso do multilateralismo global. A Declaração exige o fim das “falsas soluções de mercado” para as emergências ambientais.

“O ar, as florestas, as águas, as terras, os minérios e as fontes de energia não podem pemanecer como propriedade privada nem serem apropriados, porque são bens comuns dos povos”, destaca o documento.

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A Cúpula propõe medidas concretas para a construção de um mundo justo e democrático: a participação e o protagonismo dos povos com o reconhecimento dos saberes ancestrais ; a demarcação e proteção das terras indígenas e a reforma agrária popular para a soberania alimentar ; e o combate ao racismo ambiental e a construção de cidades justas.

O documento ainda reivindica que os países do Norte global saldem a dívida socioambiental acumulada por séculos de práticas imperialistas, colonialistas e racistas.

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Leia a íntegra do documento clicando aqui.

Da Redação

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