Efeito Lula: em dois anos, redução do preço do diesel chega a 29%
Presidente da Petrobras, Magda Chambriard, também apresentou comparativos com outros combustíveis, ao lembrar que o preço do querosene de aviação caiu 36% e a gasolina teve queda de 11%
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A presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, em evento público, no Rio de Janeiro, com representantes do BNDES, anunciou, na segunda-feira (31), uma redução de 4,6% no preço do diesel para as distribuidoras, a partir desta terça-feira (01/04). Com a medida, o combustível passa a custar cerca de R$ 3,55 por litro, o que representa redução de R$ 0,17 também por litro.
Uma boa notícia foi dada durante o lançamento do ProFloresta+, programa voltado para geração de créditos de carbono na região amazônica, promovido pelo BNDES, com apoio da Petrobrás. O dirigente da Petrobras também apresentou comparativos com outros combustíveis, ao lembrar que o preço do querosene de aviação caiu 36% e a gasolina teve queda de 11%.
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Chambriard destacou ainda que “desde dezembro de 2022, o preço do diesel vendido às distribuidoras foi reduzido em R$ 0,94 por litro”. “A queda nominal, no período, é de 20,9%”, disse o presidente, que ressaltou: “ajustado pela inflação, o valor equivale a uma redução de R$ 1,45 por litro, ou 29%”.
Fim da política de entreguismo
Em junho de 2022, o portal G1 informou que o preço da gasolina nos postos chegava a R$ 8,99 e do diesel a R$ 8,63, segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo). Foi o período da “operação desmonte” da Petrobras, no governo Bolsonaro. Privatizaram refinarias a preço da banana e adotaram o PPI (Paridade de Preço Internacional) para combustíveis.
Na prática, isso significou que os reajustes de combustíveis no Brasil continham a variação do dólar americano como referência, além da média do preço do petróleo no mercado externo. Foi um desastre total, como tudo no governo anterior. Gasolina, diesel e gás, principalmente, aumentaram muito. Submetida aos interesses internacionais, assim como a política de preços para combustíveis na gestão passada.
Na campanha eleitoral, o presidente Lula prometeu e cumpriu de imediato ao mudar a forma de estabelecer reajustes nos combustíveis. E assim foi feito, o que significa, em pouco mais de dois anos, reduções significativas nos preços de gasolina, diesel e gás.
Ao abandonar a paridade internacional automática de preços, adotada a partir de 2016, no qual os valores praticados no Brasil seguem de forma direta as oscilações do mercado internacional e a cotação do dólar, o governo Lula define uma política de precificação da Petrobras de acordo com a realidade e necessidades do país, que é grande produtor de petróleo.
Também foi anunciada a redução do preço médio da venda de querosene de aviação para distribuidoras, a partir de 1º de abril. A queda no preço do combustível é de 7,9%. O corte corresponde a uma redução de R$ 0,31 por litro, em relação ao preço praticado em março de 2025.
Da redação