Francisco Gualberto

Francisco Gualberto nasceu em Caipe Velho, em São Cristóvão, município localizado a 25 km de Aracaju, Sergipe, no dia 23 de maio de 1956. Filho único, Gualberto pouco teve contato com os pais. Antes mesmo de completar 8 anos de vida, ele já tinha perdido seus pais.

A busca pela sobrevivência desde cedo, as lutas contra a desigualdade social e a ditadura militar fizeram Gualberto se envolver com o mundo da política logo cedo. Aos 18 anos, Gualberto já era filiado ao MDB, partido de oposição à Arena, que governava o Brasil com mãos de ferro, sem democracia. “Naquela época, eu já entendia que não podia estar ao lado dos poderosos. Pelo contrário, precisava reagir. Junto com o pessoal do PCB e do PCdoB, que na época existiam clandestinamente, participávamos de movimentos populares”, recorda.

Foi na época da fábrica de tecidos da indústria Pedro Amado, em 1971, que Francisco Gualberto teve seu primeiro contato com o sindicalismo. Para lutar pela causa da categoria, ele se filiou ao Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Têxtil, na cidade de São Cristóvão. “Em 1976, ajudamos a eleger Lauro Rocha, o primeiro prefeito de oposição no Estado. Passei a trabalhar na prefeitura, mas no final de 1979 fui processado por um atrito que tive com o defensor da Arena, que quase me levou à morte. Pressionado por aqueles que defendiam a ditadura militar naquela ocasião, fui obrigado a vir para Aracaju”, disse.

A vinda para a capital sergipana, no entanto, não afastou Francisco Gualberto da política. Pelo contrário. Sempre ligado ao mundo sindical, ele passou a participar do núcleo dos petroquímicos da Nitrofértil e, junto com os companheiros sindicalistas, começou a discutir a fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) em Aracaju, em 1980. “Naquela época já éramos bem organizados. Tanto que, depois da fundação do PT, passamos a contribuir com o partido. Mensalmente, uma parcela dos nossos salários na fábrica era destinada ao fortalecimento do PT”, afirma Gualberto que, curiosamente, apesar de fundador do partido na capital, só foi se filiar ao PT no dia 14 de abril de 1983.

Paralelamente à criação do PT, Francisco Gualberto participou também da construção da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT-SE). Junto com outros companheiros, ele articulou o movimento para o surgimento da entidade de classe que, anos depois, presidiu em duas oportunidades. Antes, porém, Gualberto já havia passado pelo Sindicato dos Químicos de Sergipe, onde também havia sido presidente.

Francisco Gualberto foi eleito vereador por Aracaju e, na eleição para deputado estadual em 2002, ficou na segunda suplência, assumindo o mandato após o assassinato do deputado Joaldo Barbosa, em janeiro de 2003, e o consequente afastamento do então deputado Antônio Francisco (1º suplente), preso e condenado pela morte do colega parlamentar. Em 2006, Gualberto foi reeleito para a Assembléia Legislativa de Sergipe com 16.700 votos, onde assumiu a liderança do Governo na Casa, indicação feita pelo governador Marcelo Déda. Em 2010 mais uma vez reeleito Dep. Estadual obtendo 22.220 votos, continua na liderança do governo desenvolvendo um mandato reconhecido por todos como sendo de fundamental importância para o desenvolvimento do nosso Estado.

Na eleição de 2014, Francisco Gualberto foi reconduzido ao mandato na Assembleia Legislativa obtendo 25.405 votos.