Gleide Andrade: Imposto de Renda zero para quem ganha até R$ 5 mil

Nova lei isenta Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil a partir de 2026. Medida beneficia mais de 10 milhões e taxa super-ricos para promover justiça fiscal

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Gleide Andrade é secretária Nacional de Finanças e Planejamento do PT

Com a sanção presidencial publicada nesta semana, o Brasil dá um passo decisivo em direção a um sistema tributário mais justo. A partir de janeiro de 2026, trabalhadores e trabalhadoras que ganham até R$ 5 mil por mês passarão a ter isenção total do Imposto de Renda. Uma medida aguardada há décadas, que finalmente corrige um desequilíbrio histórico na forma como o país tributa a renda.

Além de ampliar a isenção, o governo também reduziu as alíquotas para quem ganha até R$ 7 mil e criou uma tributação progressiva — de até 10% — para os super ricos, aproximadamente 141 mil contribuintes que recebem perto de R$ 1 milhão por ano. É o que especialistas chamam de um movimento de “reorganização do peso tributário”: quem ganha menos, paga menos; quem ganha mais, contribui mais.

O anúncio não é apenas mais uma mudança tributária — é um marco. Trata-se do maior instrumento de justiça fiscal já implementado no país, beneficiando mais de 10 milhões de brasileiros.

Um impacto direto no dia a dia

A medida não é apenas estrutural — é concreta, mensurável e fará diferença imediata no orçamento das famílias. Quem recebe até R$ 5 mil terá uma economia anual de R$ 4.356,89, o equivalente a quase um décimo quarto salário. Uma injeção direta de renda que amplia o poder de compra e movimenta a economia local.

As demais faixas também sentirão o alívio no bolso, com redução anual de:

R$ 3.367,68 para quem ganha R$ 5.500;

R$ 2.350,79 para quem ganha até R$ 6 mil;

R$ 1.333,90 para quem recebe até R$ 7 mil.

Em um cenário de custo de vida elevado e pressão sobre os salários, esse respiro fiscal devolve dignidade e previsibilidade a milhões de brasileiros.

Quem ganha mais, paga mais!

Para viabilizar a nova faixa de isenção, a taxação recairá sobre o topo da pirâmide de renda: 0,06% da população, os contribuintes de maior patrimônio e rendimento anual. A tributação progressiva de até 10% para esse grupo cumpre um duplo papel: equilibra a renúncia fiscal e aproxima o Brasil de práticas adotadas nas principais economias do mundo, onde altas rendas e grandes fortunas têm maior responsabilidade tributária.

Um país que respira melhor

Num ambiente de incertezas econômicas globais, a decisão consolida um direcionamento claro: priorizar quem mais precisa e alinhar o sistema tributário brasileiro aos princípios de equidade e progressividade. A sanção da nova tabela do Imposto de Renda representa, acima de tudo, uma escolha de país — um país onde trabalho e renda não sejam penalizados, e onde o esforço cotidiano das famílias receba reconhecimento concreto.

Gleide Andrade – secretária Nacional de Finanças e Planejamento do PT

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