Governo Lula antecipa Bolsa Família, BPC e Seguro-Defeso para famílias do AM

Medidas, que incluem reforço do Mais Médicos, servirão para mitigar efeitos da seca extrema e incêndios no estado

Cadu Gomes/VPR

O anúncio das medidas emergenciais foi feito pelo vice-presidente Geraldo Alckmin ,em visita ao estado nesta quarta-feira (5)

O governo federal decidiu antecipar o Bolsa Família, o BPC, o Seguro-Defeso e reforçar o Mais Médicos no Amazonas, estado que sofre os efeitos da seca extrema e incêndios. O anúncio dessas e de outras medidas emergenciais como obras de dragagem nos rios Solimões e Madeira foi feito pelo vice-presidente Geraldo Alckmin em visita ao estado nesta quarta-feira (4), acompanhado de sete ministros, a pedido do presidente Lula que se recupera de uma cirurgia.

“O presidente pediu que eu fizesse uma reunião de trabalho com os ministros e que visitássemos Manaus para verificar in loco a questão da seca que afeta não só o Amazonas, mas também Rondônia e Acre”, afirmou o vice-presidente em entrevista à imprensa após visitar alguns locais que enfrentam seca recorde, nas bacias dos rios Solimões e Madeira. A estiagem diminuiu o nível dos rios, formando bancos de areia e dificultando a navegação.

Desde junho, o governo federal tem olhado com atenção para a seca na região e elaborou um plano de contingência com o abastecimento de óleo diesel para garantir o fluxo de transportes para 169 setores isolados no Amazonas com o fornecimento de alimentos, água e energia.

Diante do agravamento da situação nos últimos dias em 55 dos 62 municípios do Amazonas, o governo anunciou R$ 138 milhões para obras de dragagem, sendo R$ 38 milhões em trecho de oito quilômetros do Rio Solimões (entre os municípios de Benjamin Constant e Tabatinga), que terá duração de 30 dias; e R$ 100 milhões em 12 km do Rio Madeira (perto da foz do Rio Amazonas em Tabocal) para desobstrução, em 45 dias, do fluxo das águas e navegabilidade dos rios.

O governo vai antecipar em dois meses o seguro defeso, que normalmente é pago em dezembro. Além desse seguro, foi liberado um repasse de R$ 850 para pescadores, extrativistas e pequenos agricultores com renda de até 1,5 salário mínimo e tiveram perda da produção.

“Nos municípios em emergência, será antecipado o pagamento do Bolsa Família e do BPC para o dia 19 de outubro. Para os agricultores do Pronaf que tiveram perda de produção, será feito o pagamento integral do seguro”, disse Alckmin, ao acrescentar que 540 profissionais do programa Mais Médicos irão para o Amazonas, somando-se aos 240 que já atuam em Manaus (AM).

Estima-se que 500 mil pessoas estejam sendo atingidas pela seca e o governo está distribuindo cestas básicas e kits de saúde. “Não faltarão recursos para garantir o abastecimento de comida, água e combustível à população”, assegurou o vice-presidente.

Reforço no combate a incêndios e resgate de animais

Para reforçar a equipe de bombeiros que trabalha no controle de incêndios florestais no sul do Amazonas estão sendo enviados 191 brigadistas e também veterinários voluntários estão fazendo resgate de animais afetados pela estiagem.

Os 200 moradores que tiveram suas casas destruídas em Beruri/AM após deslizamento de terra receberão R$ 800 em forma de auxilio abrigamento.

Ao se solidarizar com os atingidos pela seca do rio Amazonas e seus afluentes, o deputado federal Airton Faleiro (PT-PA) considerou que a população está vivendo a maior emergência humanitária e climática das últimas décadas na região. Faleiros parabenizou o governo Lula pelo envio do vice-presidente Geraldo Alckmin e pela destinação de recursos para dragagem dos rios, pelo reforço no combate a incêndios e pela ajuda humanitária como a liberação do auxílio-defeso, a antecipação dos pagamentos do Bolsa Família e do BPC.

“Chamo a atenção para a seca no estado vizinho, o Pará, que já começa a se intensificar. Nas últimas semanas incêndios de grandes proporções varreram grandes áreas de vários municípios do Marajó”, alertou o deputado.

O governo Lula reduziu o desmatamento na região amazônica em 80%, evitando lançar na atmosfera cinco bilhões de toneladas de CO2, segundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva.

“Essa foi a maior contribuição dada até hoje para que tudo isso que está acontecendo não se agravasse ainda mais. O contexto agora é de solidariedade e de atuar na emergência. Temos trabalhado incansavelmente para reduzir as causas da mudança do clima, que é a emissão de combustível fóssil ou por desmatamento”, alertou a ministra que integrou a comitiva do governo federal.

Entre os participantes do grupo que viajou ao estado estão os ministros Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas; Waldez Góes, de Integração e Desenvolvimento Regional; Silvio Costa Filho, dos Portos e Aeroportos; Alexandre Silveira, de Minas e Energia e da Defesa, José Mucio Monteiro e teve também a presença da secretária executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, de representantes dos ministérios da Saúde, Desenvolvimento Social, Secretaria de Relações Institucionais e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit).

Da Redação, com Brasil de Fato

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