‘Governo Lula não deixa coisas debaixo do tapete. Enfrentamos grandes fraudes’
Ministro da CGU, Vinícius Carvalho, fala de empenho do governo federal para coibir a corrupção e lembra que casos do Banco Master e INSS começaram no governo passado
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O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho, deu detalhes, nesta quinta-feira, 12, sobre a atuação do governo federal contra grandes esquemas de fraude e corrupção no país. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, ele citou os casos do Banco Master, do INSS e da Operação Carbono Oculto para exemplificar o compromisso do presidente Lula com todas essas investigações, de forma rigorosa, transparente, coordenada e sem politização. O ministro enfatizou, ainda, que esses escândalos tiveram início antes de Lula tomar posse.
“O caso do Banco Master começou agora? O caso do INSS começou agora? Carbono Oculto começou agora? Todos os casos começaram lá atrás”, afirmou. “O Governo Lula tem caminhado na direção correta, é um governo que não deixa as coisas debaixo do tapete. Coloca luz nos problemas”, acrescentou o ministro.
Ele usou uma metáfora da área médica para desmistificar a ideia de que há aumento de corrupção: em duas cidades é oferecida a instalação de uma máquina de ressonância magnética para detectar casos de câncer. Um prefeito aceita e o equipamento começa a operar. Na outra cidade, o prefeito diz que não existem casos de câncer e recusa a máquina.
“Pergunto: você prefere viver na cidade que tem ressonância, ou na cidade negacionista, em que o prefeito finge que não tem casos de câncer?”, indagou. “No governo do presidente Lula tem ressonância magnética. As pessoas podem ter certeza que todos os órgãos responsáveis por controle, investigação e fiscalização fazem o seu trabalho”, acrescentou.
“Estamos enfrentando grandes esquemas de fraudes no Brasil. Nós estamos dificultando a vida de quem atua no mercado, na relação com o Estado de maneira fraudulenta. Esse é o nosso objetivo. Esse tem que ser objetivo do governo do presidente Lula e deveria ser o objetivo de qualquer governo”, afirmou o ministro da CGU.
Esse empenho do governo para coibir fraudes e ter agilidade em investigações, tomando também medidas preventivas contra a corrupção na administração pública, explicam, na visão do ministro, os resultados positivos de pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que revelou aumento da confiança dos brasileiros nas instituições públicas entre 2022 e 2025, captando exatamente os três primeiros anos do Governo Lula. A pesquisa é feita de três em três anos e ouviu 2 mil brasileiros, apresentando situações específicas. Ou seja, não é uma sondagem sobre percepção, mas sobre casos práticos cotidianos.
A confiança no Governo do Brasil saltou de 26% para 38%; satisfação com o sistema de saúde foi de 32% para 40%; com o sistema de educação, de 29,7% para 55%; com os serviços administrativos, 31,8% para 55%; a percepção de que um funcionário público recusaria suborno, subiu de 20% para 40%.
Esses dados devem ser creditados, segundo Vinícius Carvalho, ao “aumento da confiança da população nas instituições e nos serviços públicos”.
Banco Master
O ministro explicou que a CGU não tem competência para fiscalizar verbas municipais, mas tem a atribuição de fiscalizar municípios que usam recursos federais. Portanto, acompanha de perto os desdobramentos das investigações sobre a fraude que atingiu o sistema financeiros e o processo de liquidação do Master, conduzido pelo Banco Central.
Vinícius Carvalho disse que o caso foi investigado pela Polícia Federal e pelo Banco Central e foi aberta sindicância interna para avaliar a conduta de servidores e ex-diretores do BC. A sindicância pode ser arquivada ou culminar em processo disciplinar e demissão de servidores.
“O papel da CGH é acompanhar as investigações.” Se houver servidores federais envolvidos, disse, eles podem ser processados e condenados. A Lei Anticorrupção, acrescentou, permite também a punição a empresas e associações. Se houver comprovação, por exemplo, de pagamento de propinas, neste caso, pessoas jurídicas podem responder a processos enquadradas na Lei Anticorrupção.
Descontos indevidos do INSS
O ministro observou que as primeiras denúncias sobre entidades que fizeram descontos indevidos de aposentados e pensionistas surgiu em 2019, no governo de Jair Bolsonaro. “O dinheiro foi ressarcido? Se abriu investigação? Se determinou ou se fez alguma denúncia na CGU?. Não, nada”, lamentou.
Quando uma nova administração tomou posse na Controladoria, afirmou, o problema tinha crescido, mas o Governo Lula entrou rapidamente com “a medicação”. A Polícia Federal e a CGU, observou, concluíram uma detalhada investigação sobre os desvios no INSS em menos de um ano, com operações de busca e apreensão. E três meses depois, o governo iniciou o processo para ressarcir os aposentados que foram lesados. “Um trabalho coordenado, bem feito, organizado.”
Da Rede PT de Comunicação.
