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‘Guardiãs da democracia’: Janja, Marília Campos e Áurea pedem mais mulheres no poder

Com Lula em Belo Horizonte, lideranças femininas destacam protagonismo das mulheres nesta eleição e na vida política do país, enfatizando compromisso com combate à violência

Janja convoca mulheres a lutar pela democracia.Foto: Ricardo Stuckert

A defesa da democracia, a ampliação da presença das mulheres nos espaços de poder e o enfrentamento à violência de gênero marcaram as falas da primeira-dama, Janja Lula da Silva e das candidatas ao Senado por Minas Gerais, Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL), nesta sexta-feira, 21, durante o ato de lançamento das campanhas majoritárias mineiras, em Belo Horizonte (MG).

Nós, mulheres, somos as guardiãs da democracia”,  afirmou  a primeira-dama ao saudar as mulheres mineiras, destacando os nomes de muitas delas que fizeram história na defesa da democracia e na luta por direitos.

Ela afirmou que as mulheres estarão novamente na linha de frente para garantir que o Brasil siga avançando.

“Estamos prontas, prontíssimas, presidente, para mais. Prontas para seguir avançando com você, presidente Lula, porque nós sabemos o que está em jogo. Está em jogo o Brasil onde nossas meninas possam crescer livres e nós, mulheres, possamos viver sem medo”, disse.

Ela defendeu uma atuação permanente do Estado no combate ao feminicídio e à violência contra mulheres e meninas e destacou políticas que acompanhem as brasileiras em todas as fases da vida. “Um Brasil que cuide da saúde das mulheres em todas as fases da vida, que olhe para nossas meninas, jovens, mães, trabalhadoras e para nossas mulheres idosas”, disse.

Janja também citou políticas como a alimentação escolar e a educação em tempo integral como parte dessa rede de cuidado. Segundo ela, garantir que crianças estejam alimentadas, protegidas e permaneçam mais tempo na escola também cria condições para que as mães possam trabalhar, estudar e cuidar de si.

“Queremos mulheres vivas, saudáveis, mulheres protegidas, dentro e fora de casa, dentro e fora das redes sociais”, afirmou. “Uma democracia forte precisa de nós, precisa de nós vivas, plenas, livres e com os direitos assegurados.”

Porta-voz das mulheres o Senado

Diante de uma Praça da Estação lotada, Marília Campos destacou que pretende levar ao Congresso a voz dos municípios mineiros e das mulheres. Ex-prefeita de Contagem (MG), lembrou que, em mais de dois séculos de história do Senado, Minas Gerais elegeu apenas uma mulher, Júnia Marise, e defendeu que aumentar essa representação significa também transformar as políticas públicas.

Marília apontou o enfrentamento à violência contra as mulheres como uma das prioridades de sua atuação no Senado, lembrando as 177 mortas em Minas Gerais em 2025.

“Eu quero ser uma senadora para representar as nossas cidades no Senado Federal. E, Janja, eu quero ser uma senadora para ser porta-voz das mulheres”, afirmou Marília.

A candidata também falou da necessidade de trabalhar pelo desenvolvimento de Minas Gerais. Após percorrer diferentes regiões do estado durante a pré-campanha, ela disse ter encontrado demandas por melhores estradas, acesso à água, saúde e educação.

“Pude perceber o empobrecimento de Minas Gerais em várias regiões do nosso estado, fruto do abandono, do esquecimento de vários governos que só apareceram na época das eleições e depois não voltaram para garantir as estradas que tanto Minas precisa, para garantir a água que tanto Norte de Minas precisa, para garantir mais saúde que tanto Minas Gerais precisa, para garantir os institutos federais que tanto Minas Gerais precisa”, declarou.

Para Marília, uma atuação conjunta entre Lula na Presidência, Patrus Ananias (PT) no governo estadual e uma bancada comprometida com essas pautas pode abrir uma nova etapa para o estado. “Com o Patrus governador dando as mãos para o Lula presidente, nós vamos ter a chance de garantir mais desenvolvimento em Minas Gerais e a redução da desigualdade”, afirmou.

Vamos juntas, mulheres de luta, diz Áurea

Também candidata ao Senado, Áurea Carolina defendeu a eleição de duas mulheres por Minas Gerais e destacou a importância da composição da Casa para a defesa das instituições democráticas.

“Eu vou junto com Marília Campos. Nós vamos juntas, duas mulheres de luta para representar Minas Gerais e fazer maioria para o presidente Lula governar”, afirmou.

Áurea também destacou pautas como o combate ao feminicídio, a retomada das políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres em Minas Gerais e a defesa de um modelo de mineração e industrialização que gere empregos, tecnologia e desenvolvimento para as cidades.