Lindbergh aciona Banco Central para investigar quem lucrou com tarifaço de Trump
Em outra frente de atuação, a Advocacia-Geral da União (AGU) pede que o Supremo investigue a suspeita de uso de informações privilegiadas no mercado cambial brasileiro para lucrar com a taxação anunciada pelos Estados Unidos
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O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, ingressou com um pedido no Banco Central para que o órgão apure quem lucrou com a taxação imposta por Donald Trump ao Brasil. Horas antes da informação ser anunciada, uma transação de câmbio “com valor igual ou superior a R$ 500.000,00” ocorreu no mercado, levando lucro exponencial para quem realizou a operação.
No documento enviado ao Banco Central, Lindbergh solicita que sejam identificados os autores das transações, detalhe as operações realizadas, incluindo valores, horários, instituições intermediárias e beneficiários finais, análise padrões atípicos e encaminhe os dados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao COAF, à Procuradoria-Geral da República e ao STF.
Lindbergh cita a suspeita de que o lucro ou uso de informações privilegiadas tenham ligação com fatos apurados pelo Supremo no inquérito que investiga Eduardo Bolsonaro pelo crime de lesa pátria. Deputado federal e filho de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos em uma campanha contra o próprio país. Em postagens realizadas nas redes sociais, ele afirma que pressiona autoridades norte-americanas para sancionar o Brasil, o que envolve também a taxação de 50% que já foi anunciada por Donald Trump.
No Supremo
Em outra frente de atuação, a Advocacia-Geral da União (AGU) peticionou uma notícia de fato no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do Inquérito 4995/DF, solicitando que sejam investigadas possíveis correlações entre os elementos em apuração no inquérito e o uso indevido de informações privilegiadas no mercado cambial brasileiro envolvendo o anúncio oficial de novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, no dia 9 de julho.
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A petição é feita após reportagens veiculadas pelo G1 e pela TV Globo na sexta-feira (18) noticiarem que ocorreram transações de câmbio em volume significativo antes e depois do anúncio oficial de novas tarifas comerciais impostas, o que sugere possível utilização de informações privilegiadas (insider trading) por pessoas físicas ou jurídicas, supostamente com acesso prévio e indevido a decisões ou dados econômicos de alto impacto.
A AGU enfatiza que o inquérito, instaurado a pedido da Procuradoria-Geral da República para apurar a conduta delitiva do Deputado Federal licenciado, Eduardo Nantes Bolsonaro, decorre do uso de instrumentos comerciais internacionais como mecanismo de coação premeditada contra a Justiça brasileira.
Pontua que a Procuradoria-Geral da República descreve no inquérito, conforme se tornou público, que “a atuação coordenada entre Jair Messias Bolsonaro e seu filho Eduardo Bolsonaro, para intimidar autoridades brasileiras e obstruir o curso da ação penal em referência, é ainda verificada em anúncio recente de que “haverá severas sanções financeiras” contra o Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
Da Redação,com informações de PT Câmara e AGU
