Filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde 1989, a deputada estadual Luciana Rafagnin atua na política do Paraná há mais de três décadas. Cientista política e agricultora familiar, começou sua trajetória nos movimentos sociais do Sudoeste paranaense, especialmente na organização das mulheres e no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Francisco Beltrão.
Começou na vida pública como vereadora em 1992, sendo a primeira representante do PT no município. Reeleita em 1996, concorreu pela primeira vez à Assembleia Legislativa do Paraná em 1998, ficando como suplente. Em 2002, foi eleita deputada estadual.
Em 2006, tornou-se a primeira mulher e a primeira representante da agricultura familiar a presidir a Comissão de Agricultura, Indústria, Comércio, Turismo e Mercosul da ALEP. No mesmo ano, foi eleita vice-presidente da Mesa Diretora da Assembleia — o segundo cargo mais importante da Casa —, marcando a primeira vez, em 60 anos, que uma mulher ocupou posição de chefia no Poder Legislativo paranaense.
Nos mandatos seguintes, em 2006 e 2010, foi reeleita deputada. Em 2009, reassumiu a presidência da Comissão de Agricultura e passou a presidir a Frente Parlamentar de Segurança Alimentar e Nutricional do Paraná. Também exerceu a função de líder da bancada do PT na Assembleia.
Após um período afastada do cargo para assumir a representação do mandato da senadora Gleisi Hoffmann na região sudoeste do Paraná, retornou à Assembleia em 2019, após ser eleita com 30.931 votos.
No atual mandato, é membro titular da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente, do Idoso e da Pessoa com Deficiência. Criou e preside o Bloco Parlamentar da Agricultura Familiar.
Em 2022, foi reeleita com 46.823 votos, assumindo seu quinto mandato como deputada estadual em fevereiro de 2023.
Ao longo de sua carreira, destacou-se por temas como agricultura familiar, educação, saúde, inclusão social e desenvolvimento regional. É autora da lei de criação do Hospital Regional do Sudoeste (HRS) e da transparência na fila de espera do SUS.
Também atua em defesa das mulheres, da educação pública, da moradia digna, do emprego e da renda, e pelo combate à violência contra as mulheres. Seus esforços incluem a melhoria das condições de vida em comunidades rurais, assentamentos e acampamentos de reforma agrária, além da defesa de políticas públicas voltadas à qualidade do ensino e valorização dos profissionais da educação.
Sua trajetória reflete a importância da participação feminina na política e a representatividade dos povos do campo nas decisões estaduais.