Luís Alberto Mendonça Sabanay
Luis Alberto de Mendonça Sabanay (60), natural de Ribeirão Preto (SP) e criado em Miracatu, no Vale do Ribeira (SP), construiu sua trajetória política, pastoral e institucional a partir da cidade de Florianópolis (SC), inicialmente como pastor presbiteriano, militante do movimento popular e articulador de iniciativas ligadas à participação social, justiça social e organização comunitária. Atualmente é pastor assistente da Igreja Presbiteriana Unida de Brasília.
Iniciou ainda na juventude sua militância no Partido dos Trabalhadores no município de Arujá (SP), participando da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República pela Frente Brasil Popular, em 1989. Desde a década de 1980, atuou em movimentos estudantis ecumênicos, iniciativas ligadas à redemocratização do país, trabalhos comunitários, lutas urbanas e experiências populares voltadas à inclusão social, fortalecimento da cidadania e organização popular.
Na militância partidária, ocupou funções de direção municipal do Partido dos Trabalhadores em Florianópolis, direção estadual em Santa Catarina e, posteriormente, passou a integrar instâncias de direção nacional do partido, atuando na articulação política, no diálogo com movimentos sociais e na formulação de políticas públicas voltadas à participação popular, desenvolvimento sustentável e inclusão social. Desde 2017, atua na assessoria nacional de políticas do partido junto à Secretaria Nacional de Movimentos Populares e Políticas Setoriais. Em 2026, passou a atuar nas instâncias nacionais da Federação Brasil da Esperança, fortalecendo o diálogo entre movimentos populares, setores progressistas e o segmento evangélico brasileiro.
Entre 1993 e 1996, atuou na Prefeitura Municipal de Florianópolis como coordenador do Programa de Democratização e Participação Popular, desenvolvendo experiências de orçamento participativo, planejamento popular e formação cidadã voltada à gestão democrática.
Em 1996, assumiu a Secretaria Nacional de Diaconia e Ação Social da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, função que exerceu até 2001. No mesmo período, foi secretário-executivo da Associação Bethel, instituição fundada em 1922 e que atuava como órgão de articulação das políticas sociais da igreja. Coordenou a integração dos programas nacionais nas áreas de assistência social, educação, saúde, desenvolvimento sustentável e cooperação institucional, participando de fóruns nacionais e internacionais voltados à inclusão social, fortalecimento das políticas públicas e cooperação ecumênica.
Na atuação eclesiástica, integrou a representação institucional da igreja junto à Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), ao Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), à Aliança de Igrejas Presbiterianas e Reformadas da América Latina (AIPRAL) e à Secretaria Nacional de Relações Internacionais da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, além de participar de diferentes comissões, concílios e instâncias nacionais de articulação ecumênica, cooperação social e diálogo internacional.
Em 2002, participou de programa de formação ecumênica e mediação de conflitos da Presbyterian Church (USA), residindo temporariamente nos Estados Unidos em atividades de formação, cooperação internacional e diálogo ecumênico.
A partir de 2003, integrou a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca da Presidência da República, atuando como Gerente Executivo para a Região Sul do país. Coordenou programas de desenvolvimento regional, fortalecimento da pesca artesanal e estruturação de políticas públicas voltadas à cadeia produtiva da pesca e da aquicultura nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Entre 2006 e 2015, exerceu as funções de chefe da Assessoria de Assuntos Estratégicos e Relações Institucionais do Ministério da Pesca e Aquicultura e de assessor especial na mesma área, atuando na formulação de políticas públicas para pesca artesanal, aquicultura, desenvolvimento regional, inclusão produtiva e articulações interministeriais relacionadas aos recursos hídricos e ao licenciamento ambiental.
Foi coordenador das primeiras edições do Plano Safra da Pesca e Aquicultura, estruturando políticas nacionais de financiamento, inclusão produtiva e fortalecimento econômico do setor pesqueiro em parceria com o BNDES. Também dirigiu o Projeto FAO/UTF/BRA/084/BRA — “Por um Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura”, em cooperação com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
Ao longo de sua atuação no Governo Federal, participou da mediação de conflitos socioambientais envolvendo populações atingidas por barragens e grandes empreendimentos hidrelétricos, atuando em processos relacionados às usinas de Foz do Chapecó, Estreito e Belo Monte. Coordenou o Grupo de Trabalho de Reconhecimento dos Direitos dos Atingidos por Barragens, instituído pelo Decreto nº 7.342/2010, além de iniciativas de georreferenciamento nacional de conflitos envolvendo recursos hídricos, pesca e aquicultura.
Também integrou importantes conselhos nacionais de formulação de políticas públicas, entre eles o CONAMA, o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), o CONSEA, a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM) e a CTNBio.
Como articulista político e analista das relações entre fé, política e justiça social, tornou-se uma das vozes do diálogo entre setores progressistas e o segmento evangélico brasileiro, defendendo o fortalecimento da participação democrática, da justiça social e da comunicação com os diversos setores populares e religiosos do país.
É bacharel em Teologia pela Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, com formação teológica realizada também no Seminário e Instituto Bíblico Jovens da Verdade, e atualmente cursa graduação em Geografia pela Universidade de Brasília (UnB). É casado e pai de duas filhas e dois filhos.
