Mulheres convocam ato 8 de março contra a violência e pelo fim da jornada 6×1

Secretária nacional de Mulheres do PT, Mazé Morais, convida todas a ocuparem as ruas. A jornada de trabalho excessiva, afirma, pesa muito mais sobre as mulheres

Fernando Frazão/Agência Brasi

Mulheres são as mais afetadas pela jornada 6x1.

No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a luta feminina ganhará as ruas para barrar a violência de gênero e pelo fim da jornada 6×1. Um grande ato nacional está marcado em São Paulo. Haverá mobilizações em outras capitais e municípios do país.

A secretária nacional do PT, Mazé Morais, convocou as mulheres de todo o Brasil a ocuparem as ruas para lutar contra um esquema opressor de trabalho que “rouba o tempo, adoece corpos e mentes e aprofunda desigualdades”.

Segundo ela, a escala de trabalho com apenas um dia de descanso “é um projeto de sociedade que normaliza o adoecimento da classe trabalhadora, sobretudo das mulheres”.

Vários atos estão sendo organizados em todo o país para celebrar a data, reforçando também a luta nacional contra o feminicídio e todo o tipo de violência contra as mulheres.

Em seu chamado, Mazé disse que a jornada exaustiva de trabalho pesa muito mais para as mulheres que, normalmente, coordenam a rede de cuidados da família, dos filhos e das comunidades. “Lutar contra a jornada 6×1 é lutar pra sobrar tempo pra cuidar, estar perto de quem a gente ama. É dizer que nosso corpo não é máquina, nosso cansaço não é normal”, afirmou.

A ministra da Mulheres, Márcia Lopes, reforçou que o Governo Lula tem investido cada vez mais na rede de proteção às mulheres e destacou que o pacto nacional contra o feminicídio será lembrado neste 8 de março.

Da Rede PT de Comunicação.

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