No 8 de janeiro, Lula faz ato por democracia: ‘Que a sociedade não se esqueça nunca’

Presidente participará de cerimônia para lembrar a tentativa de golpe em 2023. Será anunciada decisão sobre o PL da Dosimetria, que reduziu as penas de golpistas

Joedson Alves - Agência Brasil / Site do PT

Em 8 de janeiro de 2023, golpistas destruiram sedes dos Três Poderes. Agora, tentam diminuir suas penas

Para que a sociedade brasileira não se esqueça dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em que houve tentativa de golpe de Estado e a destruição das sedes dos Três Poderes da República, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará de uma cerimônia simbólica na data, na manhã de quinta-feira. Foram convidados representantes da sociedade civil e autoridades para o ato.

O evento será no Salão Nobre do Palácio do Planalto, mas haverá a presença de Lula também na área externa, como confirmou nesta segunda-feira o Palácio do Planalto. O presidente deve anunciar a decisão sobre a redução de penas dos condenados pela trama golpista, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro e generais, o chamado PL (Projeto de Lei) da Dosimetria. A Câmara e o Senado aprovaram o projeto, flagrantemente inconstitucional e casuísta. Lula tem a prerrogativa de vetar ou sancionar.

As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o PT e outros partidos políticos do campo democrático popular, centrais sindicais e movimentos sociais também estão convocando a sociedade a participar de atos em repúdio à violência e tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. “É hora de lembrar para nunca mais se repetir”, pontuam os movimentos sociais e políticos.

Na última reunião ministerial do ano, em dezembro, o presidente relembrou a gravidade da tentativa de ruptura institucional, inclusive com planos de assassinatos dele próprio, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Em novembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal concluiu o julgamento de sete réus responsáveis pela articulação golpista, entre eles Bolsonaro. Eles foram condenados pelos seguintes crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão; Walter Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022, a 26 anos; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, a 24 anos; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal, a 24 anos; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a 21 anos; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, a 19 anos; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a 16 anos, um mês e 15 dias. Ramagem foi cassado em dezembro de 2025 pela Câmara e está foragido em Miami, nos Estados Unidos.

 

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