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Apreensão de ativos do crime organizado pela Polícia Federal cresceu 80% desde 2022

Somente nesta semana, duas operações foram deflagradas, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul foram deflagradas, para desarticular facções envolvidas com tráfico de drogas

Policiais federais durante operação no Rio Grande do Sul.

Duas operações da Polícia Federal deflagradas nesta semana no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul reforçaram o combate ao crime organizado. A Operação Anomalia prendeu, nesta quarta-feira, 11, sete policiais militares suspeitos de envolvimento com facções criminosas do estado do Rio de Janeiro. A PF apura as ligações deles com milícias e tráfico de drogas. No Rio Grande do Sul (RS), nesta quinta, 12, a Operação Vestigium Nummorum foi a campo numa ampla investigação para coibir crimes de organização criminosa e de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas.

O combate ao crime organizado e a asfixia financeira das facções criminosas são prioridades da política de segurança pública do governo Lula. Em 2025, a PF apreendeu mais de R$ 9,6 bilhões em dinheiro, bens e ativos ligados a esses delitos, aumento de 64% em relação ao ano anterior e crescimento de 80% desde 2022.

Desde 2023, mais de R$ 20 bilhões em bens e valores foram retirados das mãos de criminosos. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) intensificou a atuação na repressão ao tráfico de drogas, armas e contrabando nas rodovias federais e na região de fronteira, marcando, de janeiro a novembro, 31 mil registros de ocorrências.

No início do ano, o presidente Lula decidiu elevar o combate ao crime organizado à condição de ação de Estado, estratégia que envolve a atuação integrada e permanente de órgãos do Executivo, do Ministério Público e do Poder Judiciário. A decisão foi anunciada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima.

Operação Anomalia mira milícias e tráfico no Rio

Conforme determinação do Supremo Tribunal (STF), foram cumpridos sete mandados de prisão e sete de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e em municípios da Região Metropolitana (Taquara, Freguesia, Campo Grande, Santa Cruz, Nova Iguaçu e Nilópolis). A ação teve suporte da Corregedoria da Polícia Militar (PM).

O STF também determinou o imediato afastamento das funções públicas de todos os investigados, assim como o afastamento do sigilo de dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos. De acordo as investigações, eles “se utilizavam das prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefício do crime organizado”.

Os PMs são suspeitos de se passarem por seguranças ou de vazarem informações para o traficante Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, e para Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu, assessor do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, mais conhecido como “TH Joias”, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Os presos poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Veja os nomes: Alex Pereira do Nascimento (6ª UPP São João/3º BPM), Ênio Claudio Amâncio Duarte (3º BPM), Flávio Cosme Menezes Pereira (18º BPM), Franklin Ormond de Andrade (7ª UPP Jacaré/3º BPM), Leonardo Cavalcanti Marques (5º BPM), Ricardo Pereira da Silva (1ª UPP Santa Marta/2º BPM) e Rodrigo Oliveira de Carvalho (16º BPM).

A Operação Anomalia, deflagrada entre segunda, 9, e quarta, 11, tem como meta a desarticulação dos núcleos de uma facção criminosa composta por agentes públicos e operadores financeiros implicados com tráfico de drogas e milícias no Rio de Janeiro. A ação insere-se no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II.

Em três dias, fora presos dois delegados (um da PF e outro da Polícia Civil), dois policiais civis e sete policiais militares.

A PF recolheu armas, acessórios e munições; cerca de R$ 50 mil em espécie; celulares e outros dispositivos eletrônicos; um veículo; além de documentos diversos. As decisões judiciais também determinaram bloqueio de bens, suspensão de atividades empresariais e o afastamento imediato dos servidores públicos investigados de suas funções.

Até o momento, foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro e na Região Metropolitana. Um dos investigados ainda encontra-se foragido no exterior, mas com medidas em andamento para inclusão na Difusão Vermelha da Interpol.

Operação Vestigium Nummorum

No Rio Grande do Sul (RS), nesta quinta, 12, a PF deflagrou a Operação Vestigium Nummorum contra a lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas. A ação teve apoio do 23º Batalhão da Brigada Militar (BM/RS), da Polícia Penal do estado e da 10ª Coordenadoria Regional de Perícias.

Ao todo, 36 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva foram cumpridos. A Justiça determinou ainda o bloqueio de contas bancárias de 34 investigados, com valores que chegam a R$ 13 milhões, além do sequestro de 18 veículos. A expedição das ordens são de responsabilidade da 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro de Porto Alegre/RS.

Da Rede PT de Comunicação, com informações da Secom e Polícia Federal