Nova operação da PF e CGU aprofunda desmonte do esquema de fraudes no INSS

Equipes policiais cumprem mandados de busca e apreensão contra entidades que estariam envolvidas nas irregularidades. Governo Lula corrige omissão de Bolsonaro e devolve dinheiro dos aposentados e pensionistas

Divulgação/PF

Polícia Federal e CGU atuam em conjunto contra fraudes no INSS

Em mais uma ação contra confiscos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), a Polícia Federal cumpre 66 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento nas fraudes. A operação ocorre com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), órgão do governo Lula que atua protegendo o patrimônio público, na transparência e combate à corrupção.

A Polícia Federal informou que a ação de hoje tem o “objetivo de aprofundar as investigações e esclarecer a prática de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa e atos de ocultação e dilapidação patrimonial”. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As buscas ocorrem em endereços ligados a três associações suspeitas de envolvimento nas fraudes e confisco ilegal dos recursos de beneficiários do INSS. Além das entidades, também são alvos diretores e demais dirigentes ligados aos grupos que seriam os responsáveis por operacionalizar as fraudes que tiveram início na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Desde que assumiu o governo, em 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem reforçando órgãos de combate à corrupção que tinha sido sucateados no governo anterior, tem dado autonomia para a Polícia Federal e reforçado os quadros da instituição. Graças a essas ações, as equipes policiais puderam atuar com vígor contra fraudes e desbaratar o gigantesco esquema ilegal.

Devolução

O governo Lula está corrigindo as omissões de Jair Bolsonaro e seus ministros e começou a devolver os recursos que foram surrupiados dos aposentados e pensionistas. Desde 24 de julho, quando teve início o pagamento, o valor total ressarcido já chegou a R$ 1,53 bilhão, segundo informou o Instituto Nacional de Seguridade Nacional (INSS). 

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O número de beneficiários do INSS que aderiram ao acordo é de 2,46 milhões de pessoas e representa cerca de 74% do total dos que estão aptos a receber seu dinheiro de volta. A adesão é necessária para que os aposentados e pensionistas tenham seus valores pagos integralmente, com correção pela inflação (IPCA), em até três dias úteis após a adesão.

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Os estados com os maiores valores de ressarcimentos já pagos são: São Paulo (R$ 293,7 milhões), Minas Gerais (R$ 149,5 milhões), Bahia (R$ 137,2 milhões), Rio de Janeiro (124,4 milhões) e Ceará (R$ 93,5 milhões). “São dados que evidenciam a eficiência dessa iniciativa do Governo Federal de devolver cada centavo de forma rápida e segura”, destacou o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.

Da Redação

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