Pesquisa CNT: Lula tem 55% de aprovação e avaliação do governo segue alta (42,7%)

Levantamento realizado entre 18 a 21 de janeiro aponta expectativa positiva dos brasileiros nos próximos meses na economia, saúde e educação, áreas prioritárias do governo federal

Ricardo Stuckert

Cabo eleitoral forte: pesquisa mostra que, nas eleições deste ano para prefeito, 33,5% vão optar por um nome “apoiado ou apoiador do presidente Lula”

A pesquisa CNT (Confederação Nacional do Transporte) de Opinião, encomendada do Instituto MDA, divulgada nesta terça-feira (23), mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue bem avaliado e a população mantém expectativas positivas para os próximos seis meses com as ações nas áreas de economia, saúde, relacionamento com o Congresso Nacional, ajuda aos mais necessitados e à infraestrutura.

Os resultados da 160ª rodada mostram a continuidade da percepção positiva sobre o governo Lula, com 42,7% de avaliação ótimo e bom e 55,2% de aprovação para o desempenho pessoal do presidente. A pesquisa, realizada de 18 a 21 de janeiro, entrevistou 2002 pessoas de forma presencial, com distribuição por região proporcional ao tamanho do eleitorado. O nível de confiança é de 95%.

Entre os que aprovam a atuação de Lula (55,2%), 78,3% acreditam que ele deva ser candidato à reeleição em 2026. No grupo dos que desaprovam (39,6%), 63,3% disseram que poderiam passar a apoiá-lo caso ele consiga reduzir a inflação e desemprego, melhorar a economia e a qualidade de vida do brasileiro.

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A pesquisa avaliou como positiva as expectativas da população para os próximos seis meses nas áreas da economia, saúde e educação, prioritárias para a população e foco de políticas públicas da gestão Lula.

Para 41,8% dos entrevistados, o emprego vai melhorar no período, assim como a renda vai aumentar para 36,1% (apenas 11,8% acreditam na diminuição e 49,3% não veem mudança). A saúde, com 35,3%, e a educação (40,1%) também vão melhorar. Respectivamente, 41,5% e 38,4% creem que a situação vá fica igual.

Ao término do primeiro ano do governo Lula, ao serem questionados para indicar as duas principais áreas com melhores desempenhos até agora, a população escolheu economia (21,4%), educação (17,2%), saúde (14%), relações internacionais (13,2%), diretos humanos (12,2%), meio ambiente (11,3%), comunicação com a população (11%), relação com o Congresso (6%), segurança (5,6%), reformas (5,3%), combate à corrupção (4,6%), infraestrutura de transportes (3,5%) e privatizações (1,4%).

No comparativo do governo Lula em relação ao de Bolsonaro, no primeiro ano de governo, 47,9% dos entrevistados responderam que já percebem melhorias, para 22% continua de forma semelhante e 28,6% disseram ver piora.

Para 42,5% dos entrevistados há melhorias na economia durante o primeiro ano do governo Lula, com 24,2% de respostas “continua de forma semelhante” e 31,6% de percepção de piora. Mesmo cenário para saúde, com respectivamente 35,4%, 41,9% e 21,8%.

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Em relação ao tema “benefícios para os mais pobres”, os entrevistados responderam que 52,2% já percebem melhorias, 23,8% que continua de forma semelhante e 21,7% já se percebem pioras.

A pesquisa CNT avaliou a expectativa dos entrevistados para os próximos três anos, quando termina o atual mandato do presidente Lula. A avaliação de que ele fará um governo ótimo/bom corresponde a 54%, regular, 19,3% e ruim/péssimo, 24,3%. Para 44,6% dos entrevistados, o Brasil, após um ano do governo Lula, está melhor, 27,9% dizem estar igual e 26% pior.

As três principais áreas apontadas pelos entrevistados para que o governo Lula concentre suas ações são saúde (66,1%), educação (57,3%) e segurança (38%). Em relação ao desempenho da economia brasileira em 2023, 33,5% apontaram como ótimo/bom, 40,4% regular e 24,1% ruim/péssimo.

A pesquisa aponta expectativa positiva da população na comparação com o desempenho da economia brasileira em 2024. Para 56,6% será melhor que a de 2023, 21,9% dizem que será igual e 19,5% responderam, pior.

Em relação à economia, emprego e renda, 64,4% dos entrevistados responderam que estão empregados ou executando algum tipo de trabalho remunerado, mesmo que de modo informal, 9,2% disseram que não, mas estão procurando emprego, e 25,5% responderam que não e não estão procurando emprego. Para 68,2%, a oferta de emprego no país está melhorando.

A CNT fez uma bateria de questionamentos sobre as eleições de 2024. Em relação a quando o eleitor vai definir o candidato que vai votar, 20,3% responderam que já sabem em quem vão votar, 42,6% afirmaram que vão escolher após a definição das candidaturas e propagandas e 28,1% deixarão a definição para as últimas semanas.

Em relação à eleição para prefeito, 33,5% responderam que vão optar por um nome “apoiado ou apoiador do presidente Lula” e 15,7% “apoiado ou apoiador de Jair Bolsonaro”.

8 de janeiro

A CNT Opinião avaliou também a percepção dos entrevistados em relação aos atentados terroristas de 8 de janeiro de 2023. Para 54,9%, todas as pessoas que participaram das manifestações deveriam ser punidas, 26,1% responderam “apenas algumas” e 14,8% que “não deveriam ser punidas”.

Em relação aos condenados e os que ainda estão presos em Brasília por conta dos ataques de 8 de janeiro, 58,9% responderam que são contra a anistia, 32,6% a favor e 8,5% não sabem avaliar.

A pesquisa apurou ainda a relação dos entrevistados com tecnologia. Para 24,4%, a relação é muito boa, com total familiaridade, 49,9% disseram que é boa e gostam de algumas novidades tecnológicas, mas têm resistência a outras.

O grau de conhecimento e utilização de smartphone subiu de 69,5% em 2019 para 83,9% em 2024. Mesmo cenário de compras on-line, com 40,6% respondendo conhecer e utilizar em 2019 e 62,4% em 2024.

Outro tema avaliado foi o Concurso Público Unificado Nacional. Lançado pelo governo Lula, contou com 80,6% de aprovação e 9,7% de, respectivos, reprovação e não sabe avaliar.

Da Redação

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