Petrobras anuncia US$ 109 bi que impulsionam a economia do país
Estatal projeta expansão no pré-sal, aumento do refino e investimentos em energia de baixo carbono com impacto direto no desenvolvimento do país
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A Petrobras anunciou um novo Plano de Negócios 2026-2030 (PN 2026-30), que prevê investimentos de US$ 109 bilhões ao longo do período, equivalentes a cerca de 5% de todos os investimentos projetados para o país. O plano reforça a estratégia da estatal de se consolidar como a “melhor empresa diversificada e integrada de energia do Brasil”, combinando a produção de óleo e gás com a expansão em negócios de baixo carbono, petroquímicos, biocombustíveis e fertilizantes. Em reunião realizada nesta quinta-feira (27), a diretoria aprovou o plano e apresentou as diretrizes que nortearão a companhia nos próximos anos.
Em reunião realizada nesta quinta-feira (27), a Petrobras aprovou o seu novo Plano de Negócios 2026-2030 (PN 2026-30), com previsão de investimentos de US$ 109 bilhões ao longo do período. Para o Brasil, o montante representa cerca de 5% de todos os investimentos previstos no país, segundo a própria estatal. O plano reforça a visão da companhia de se consolidar como a “melhor empresa diversificada e integrada de energia do país”, conciliando a produção de óleo e gás com a expansão em negócios de baixo carbono, petroquímicos, biocombustíveis e fertilizantes.
De acordo com a presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, “com o Plano de Negócios 2026-30, reafirmamos a nossa ambição de crescer junto com o Brasil. Nossos investimentos somam um volume significativo para a economia brasileira — US$ 109 bilhões — que representam 5% dos investimentos totais no país”.
“Nossos projetos têm o potencial de gerar e sustentar 311 mil empregos diretos e indiretos, e vamos contribuir com R$ 1,4 trilhão em tributos para municípios, estados e União nos próximos cinco anos. Seguiremos nossa trajetória como empresa integrada e líder na transição energética justa, promovendo o desenvolvimento sustentável do país, contribuindo para a segurança energética nacional, gerando valor e compartilhando os resultados com a sociedade”, afirma a presidenta da Petrobras, Magda Chambriard.
Foco em produção, refino e transição energética
Do total, cerca de US$ 69,2 bilhões serão destinados ao segmento de Exploração e Produção (E&P), com prioridade especial para o pré-sal, motor central da geração de caixa da estatal. A meta é elevar a produção para 2,7 milhões de barris por dia até 2028 e atingir o pico de produção total de petróleo e gás (óleo + gás natural) de 3,4 milhões de barris de óleo equivalente por dia entre 2028 e 2029.
No segmento de Refino, Transporte, Petroquímica, Fertilizantes e Logística (RTC), a empresa prevê novos investimentos para ampliar a capacidade de processamento de óleo bruto, elevando o parque refinador dos atuais 1,8 milhão de bpd para 2,1 milhões de bpd até 2030. Há previsão também de expansão da produção de combustíveis com menor emissão de carbono, como o Diesel S-10, além de investimentos em biocombustíveis, biometano, SAF (combustível de aviação sustentável) e outros bioprodutos.
Ao manter e reforçar esses compromissos, a Petrobras reafirma sua vocação de ser mais do que uma petroleira: uma empresa estratégica para o futuro energético do Brasil, capaz de gerar riqueza, empregos e garantir o abastecimento nacional com responsabilidade ambiental.
Disciplina financeira e compromisso com sustentabilidade
Embora haja um leve ajuste para baixo, o valor de US$ 109 bilhões representa uma redução de 1,8% em relação ao plano anterior (US$ 111 bilhões). A Petrobras explica que a revisão reflete cenários externos de instabilidade nos preços do petróleo.
O plano incorpora também um novo mecanismo de governança para liberação de recursos: os projetos da “Carteira em Implantação Alvo” terão sua execução condicionada à análise trimestral de fluxos de caixa e estrutura de capital, garantindo flexibilidade diante de variações de mercado. Paralelamente, a empresa estima economizar US$ 12 bilhões em gastos operacionais entre 2025 e 2030, por meio de medidas como otimização logística, redução de despesas em plataformas ociosas e racionalização de intervenções em poços.
Ao manter e expandir a produção no pré-sal e o refino no Brasil, o plano ajuda a reduzir a dependência de importações de combustíveis e a valorizar a cadeia produtiva nacional. Outro ponto central é o investimento em energia de baixo carbono e biocombustíveis, conectando a missão da empresa com a transição energética e contribuindo para uma economia mais sustentável.
Este novo plano chega em um momento crucial: em meio à instabilidade global no preço do petróleo e aos desafios econômicos do Brasil, a Petrobras reafirma seu compromisso com a estabilidade, com a geração de valor para a sociedade e com o desenvolvimento sustentável. Mais do que uma empresa de petróleo, reafirma-se como uma das mais importantes estatais do país, com papel central para a prosperidade brasileira.
Da Redação
