Políticas públicas são para trabalhadores, classe média e abandonados, defende Lula
Presidente entregou mais de mil unidades do Minha Casa, Minha Vida que vão beneficiar 5.104 gaúchos. A modalidade Entidades é apontada como um acerto do programa
Publicado em
Ao entregar 1.276 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira, 20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro qual deve ser o foco do Estado em sua gestão. “Quando a gente governa, a gente cuida. E quando a gente cuida, a gente escolhe quem são as pessoas que precisam de cuidado. Os ricos precisam ser tratados com respeito, mas as políticas públicas têm que ser voltadas para o povo trabalhador deste país, para a classe média e para as pessoas abandonadas. É para isso que serve o Estado brasileiro”, afirmou Lula.
Serão beneficiadas 5.104 pessoas, que passam a ter casa própria. A prefeita do Rio Grande, Darlene Torrada Pereira (PT-RS), exaltou a importância dessa entrega para a população. “O que estamos entregando hoje aqui não são apenas habitações, mas estamos entregando dignidade para as pessoas. Estamos entregando a realização de um sonho que foi possível ser sonhada num governo da presidenta Dilma. O presidente Lula está de volta aqui garantindo isso”, declarou a prefeita.
Darlene também informou que a prefeitura junto do governo Lula já captou R$ 23 milhões que serão investidos em escolas, postos de saúde, creches para que a comunidade tenha acesso.
O presidente Lula entregou a chave do empreendimento para os novos moradores beneficiados do habitacional Junção e salientou o seu passado quando também morou em uma casa debilitada. “Eu tenho a exata noção do que significa uma casa própria para as pessoas mais humildes no Brasil. A construção de casas como nós resolvemos fazer com o Minha Casa, Minha Vida é a gente deixar ao povo brasileiro um legado de respeito, um legado de dignidade, que está escrito na nossa Constituição”, afirmou.

Com investimento de R$ 123,6 milhões, as unidades habitacionais vão beneficiar mais de 5 mil pessoas
Reconstrução e esperança
Além do impacto social direto, a construção desses conjuntos habitacionais movimentou a economia da região, gerando empregos diretos e indiretos na construção civil, aquecendo o comércio sulista e fortalecendo a renda das famílias locais.
As novas moradias do Junção fazem parte da modalidade Entidades do programa, voltada a famílias com renda bruta mensal de até R$ 2.850, enquadradas na Faixa 1. Essa modalidade permite que entidades sem fins lucrativos da sociedade civil organizem e executem os projetos habitacionais com participação ativa dos próprios beneficiários com renda bruta mensal da Faixa 1. “O que eu posso constatar é que as entidades não só aprenderam a fazer conjuntos habitacionais, como elas conseguem fazer maior e melhor do que as outras casas que a gente contrata de empresas”, disse o presidente.
Com infraestrutura completa, incluindo redes de água e esgoto, energia elétrica, iluminação pública, pavimentação e sistemas de drenagem internos e externos, o empreendimento também vai oferecer áreas de convivência e lazer, como quadra poliesportiva, academia ao ar livre, salão de festas, quiosque com churrasqueira, playground e centro comunitário.
As novas casas do programa garantem, por sua localização, acesso a serviços públicos essenciais nas proximidades, como unidades de saúde, assistência social e educação, além de restaurante popular, estação rodoviária e creches, melhorando a vida das famílias rio-grandenses.
Com o objetivo de agilizar o acesso à moradia para as vítimas das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, o programa Minha Casa, Minha Vida – Reconstrução destinou R$ 6,5 bilhões em créditos extraordinários ao estado. Uma das frentes de destaque é a modalidade Compra Assistida, que já beneficiou mais de 9,5 mil famílias. No total, o investimento federal soma R$ 22,6 bilhões, abrangendo 142 mil novas unidades habitacionais entre imóveis contratados, financiamentos e autorizações.
O evento contou com a presença do ministro do Ministério da Cidade Jader Filho, além de parlamentares e senadores. “Nós batemos a meta de dois milhões de casas com um ano e um mês de antecedência. Hoje já são dois milhões e duzentas mil casas contratadas, o que aponta que nós vamos chegar, ao final de 2026, a três milhões de famílias atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida”, disse o ministro.
Geração de empregos
Seguindo sua agenda na cidade do Rio Grande (RS), o presidente Lula assinou contratos de R$ 2,8 bilhões no Estaleiro Ecovix, do Programa Mar Aberto, que injetará R$ 2,8 bilhões na indústria naval brasileira. O investimento na construção de navios vai garantir a criação de 9 mil empregos, devolvendo força ao setor naval, que havia sido desmantelado após o golpe de 2016.
A iniciativa, capitaneada pela Petrobras e pela Transpetro, prevê a construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores. É mais uma ação do governo Lula para retomar um setor estratégico.
Com a construção das embarcações dividida entre estaleiros no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Amazonas, o governo Lula projeta a geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos.
“Nós provamos outra vez que o Brasil pode ter uma indústria naval forte. Não vamos importar o que podemos produzir aqui com as mãos dos nossos trabalhadores”, destacou o presidente, sob aplausos de operários.
Da Redação do PT, com informações da Agência Gov.
