Políticas públicas são para trabalhadores, classe média e abandonados, defende Lula

Presidente entregou mais de mil unidades do Minha Casa, Minha Vida que vão beneficiar 5.104 gaúchos. A modalidade Entidades é apontada como um acerto do programa

Ricardo Stuckert/PR

Ao lado do ministro da Cidade, Jarder Filho, Lula visita as novas moradias para o povo gaúcho

Ao entregar 1.276 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira, 20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro qual deve ser o foco do Estado em sua gestão. “Quando a gente governa, a gente cuida. E quando a gente cuida, a gente escolhe quem são as pessoas que precisam de cuidado. Os ricos precisam ser tratados com respeito, mas as políticas públicas têm que ser voltadas para o povo trabalhador deste país, para a classe média e para as pessoas abandonadas. É para isso que serve o Estado brasileiro”, afirmou Lula.

Serão beneficiadas 5.104 pessoas, que passam a ter casa própria. A prefeita do Rio Grande, Darlene Torrada Pereira (PT-RS), exaltou a importância dessa entrega para a população. “O que estamos entregando hoje aqui não são apenas habitações, mas estamos entregando dignidade para as pessoas. Estamos entregando a realização de um sonho que foi possível ser sonhada num governo da presidenta Dilma. O presidente Lula está de volta aqui garantindo isso”, declarou a prefeita.

Darlene também informou que a prefeitura junto do governo Lula já captou R$ 23 milhões que serão investidos em escolas, postos de saúde, creches para que a comunidade tenha acesso.

O presidente Lula entregou a chave do empreendimento para os novos moradores beneficiados do habitacional Junção e salientou o seu passado quando também morou em uma casa debilitada. “Eu tenho a exata noção do que significa uma casa própria para as pessoas mais humildes no Brasil. A construção de casas como nós resolvemos fazer com o Minha Casa, Minha Vida é a gente deixar ao povo brasileiro um legado de respeito, um legado de dignidade, que está escrito na nossa Constituição”, afirmou.

Com investimento de R$ 123,6 milhões, as unidades habitacionais vão beneficiar mais de 5 mil pessoas

Reconstrução e esperança

Além do impacto social direto, a construção desses conjuntos habitacionais movimentou a economia da região, gerando empregos diretos e indiretos na construção civil, aquecendo o comércio sulista e fortalecendo a renda das famílias locais.

As novas moradias do Junção fazem parte da modalidade Entidades do programa, voltada a famílias com renda bruta mensal de até R$ 2.850, enquadradas na Faixa 1. Essa modalidade permite que entidades sem fins lucrativos da sociedade civil organizem e executem os projetos habitacionais com participação ativa dos próprios beneficiários com renda bruta mensal da Faixa 1. “O que eu posso constatar é que as entidades não só aprenderam a fazer conjuntos habitacionais, como elas conseguem fazer maior e melhor do que as outras casas que a gente contrata de empresas”, disse o presidente.

Com infraestrutura completa, incluindo redes de água e esgoto, energia elétrica, iluminação pública, pavimentação e sistemas de drenagem internos e externos, o empreendimento também vai oferecer áreas de convivência e lazer, como quadra poliesportiva, academia ao ar livre, salão de festas, quiosque com churrasqueira, playground e centro comunitário.

As novas casas do programa garantem, por sua localização, acesso a serviços públicos essenciais nas proximidades, como unidades de saúde, assistência social e educação, além de restaurante popular, estação rodoviária e creches, melhorando a vida das famílias rio-grandenses.

Com o objetivo de agilizar o acesso à moradia para as vítimas das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, o programa Minha Casa, Minha Vida – Reconstrução destinou R$ 6,5 bilhões em créditos extraordinários ao estado. Uma das frentes de destaque é a modalidade Compra Assistida, que já beneficiou mais de 9,5 mil famílias. No total, o investimento federal soma R$ 22,6 bilhões, abrangendo 142 mil novas unidades habitacionais entre imóveis contratados, financiamentos e autorizações.

O evento contou com a presença do ministro do Ministério da Cidade Jader Filho, além de parlamentares e senadores. “Nós batemos a meta de dois milhões de casas com um ano e um mês de antecedência. Hoje já são dois milhões e duzentas mil casas contratadas, o que aponta que nós vamos chegar, ao final de 2026, a três milhões de famílias atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida”, disse o ministro.

Geração de empregos

Seguindo sua agenda na cidade do Rio Grande (RS), o  presidente Lula assinou contratos de R$ 2,8 bilhões no Estaleiro Ecovix, do Programa Mar Aberto, que injetará R$ 2,8 bilhões na indústria naval brasileira. O investimento na construção de navios vai garantir a criação de 9 mil empregos, devolvendo força ao setor naval, que havia sido desmantelado após o golpe de 2016.

A iniciativa, capitaneada pela Petrobras e pela Transpetro, prevê a construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores. É mais uma ação do governo Lula para retomar um setor estratégico.

Com a construção das embarcações dividida entre estaleiros no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Amazonas, o governo Lula projeta a geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos.

“Nós provamos outra vez que o Brasil pode ter uma indústria naval forte. Não vamos importar o que podemos produzir aqui com as mãos dos nossos trabalhadores”, destacou o presidente, sob aplausos de operários.

Da Redação do PT, com informações da Agência Gov.

Tópicos:

LEIA TAMBÉM:

Mais notícias

PT Cast