Diante do recente pronunciamento do senador Jaques Wagner, em sessão especial em memória das vítimas dos ataques terroristas promovidos pelo grupo Hamas contra civis israelenses em 7 de outubro de 2023, ocorrido no último dia 07 de outubro no Senado Federal, o Setorial Inter-religioso do PT entende ser necessário reafirmar seu posicionamento, enquanto espaço de diálogo entre fé, política e direitos humanos.
Não nos cabe entrar no mérito das declarações individuais, mas reafirmar o compromisso do Setorial Inter-religioso com a defesa da paz, da dignidade humana e do direito à existência dos povos.
Reconhecemos que a paz entre os povos deve ser a premissa fundamental para a superação da violência, da guerra e de qualquer forma de genocídio. O que o governo de Benjamin Netanyahu vem promovendo contra o povo palestino na Faixa de Gaza é, sim, um genocídio, e precisa ser denunciado e condenado pela comunidade internacional.
Nenhuma circunstância é justificável as ações arbitrárias, desumanas e coletivamente punitivas contra todo um povo.
Assim como condenamos qualquer ato terrorista, também condenamos o extermínio de civis inocentes, de mulheres, crianças e famílias inteiras que sofrem as consequências da ocupação, da violência e da prática de crimes de guerra.
Temos profundo respeito pelo povo judeu, por sua história, sua fé e sua contribuição civilizatória.
Reafirmamos, contudo, que as ações do governo Netanyahu não representam o povo judeu, e não podem ser confundidas com a tradição religiosa ou cultural do judaísmo.
Lembramos ainda que Jesus Cristo nasceu na Palestina, terra de fé e resistência, e que o reconhecimento do Estado Palestino é uma pauta legítima, justa e necessária para a construção de uma paz verdadeira e duradoura.
Reafirmamos o nosso compromisso com a defesa da vida, da soberania dos povos e da democracia, e nos somamos às vozes que clamam pelo fim do genocídio na Faixa de Gaza e pelo reconhecimento pleno da Palestina como Estado soberano.
Setorial Inter-religioso do Partido dos Trabalhadores
Pela fé que liberta, pela justiça que humaniza, pela paz que reconcilia.