O evento, realizado na Praça das Artes, no centro de São Paulo, marcou o lançamento oficial da Virada Indígena de São Paulo 2026, consolidando-se como um momento histórico de celebração e resistência no coração da metrópole.
Identidade e Território
A deputada federal Juliana Cardoso, que também preside a Comissão na Câmara dos Povos Indígenas, enfatizou a importância da mudança de nomenclatura e as urgências jurídicas que envolvem as terras originárias.
Durante sua fala, ela provocou reflexão sobre o significado da data: “Que dia é hoje, gente? A resposta da plateia é sempre: ‘Dia do Índio’. Aí eu digo: não, galera, vamos corrigir? Hoje é Dia dos Povos Indígenas. Povos indígenas são originários desta terra. Quando disseram que descobriram o Brasil, nós já estávamos aqui há muito tempo.”
O que esperar da Virada
Fernanda Manzoli, uma das organizadoras do evento, detalhou a magnitude da programação prevista para novembro.
A Virada contará com a participação de mais de 30 etnias e uma estrutura que inclui eco-feira, tendas de audiovisual, fotografia e artesanato.
“Teremos cerca de 36 apresentações, priorizando os povos indígenas da capital e do estado, além de convidados de outras regiões do país. Um ponto importante é que 40% das músicas serão instrumentais ou cantadas em línguas indígenas, o que nos enquadra no Artigo 18 da Lei Rouanet, fase em que nos encontramos agora com a captação de recursos”, destacou a produtora.
PT São Paulo