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Povo de Fé e Democracia: Plenária Ampliada do Setorial Inter-religioso do PT fortalece a organização política rumo a 2026

Participantes da Plenária Ampliada do Setorial Inter-religioso do PT Nacional

Realizada na manhã do dia 25 de abril, às 9h, no Complexo Brasil 21, em Brasília, durante a programação do 8º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, a Plenária Ampliada do Setorial Inter-religioso do PT Nacional reuniu lideranças políticas, religiosas, populares e partidárias de diversas regiões do país em torno do tema “Povo de Fé e democracia: o papel do PT nas eleições 2026”.

Mais do que uma atividade temática, a plenária se consolidou como um espaço de formulação política, escuta e articulação estratégica. Em um contexto nacional marcado pela disputa de valores, pela ofensiva conservadora no campo religioso e pela necessidade de aprofundar a reconstrução democrática do Brasil, o encontro reafirmou a importância de fortalecer a presença do PT junto às diversas expressões de fé comprometidas com a justiça social, os direitos humanos, a liberdade religiosa e a democracia.

A atividade expressou, de forma vigorosa, o amadurecimento político-organizativo do Setorial Inter-religioso do PT, que vem se afirmando como um espaço estratégico de elaboração, mobilização e presença militante no interior do partido. Ao reunir diferentes matrizes religiosas vinculadas ao campo democrático-popular, o Setorial reforça que a disputa política no Brasil também se dá no terreno simbólico, ético e cultural, exigindo do PT capacidade de diálogo qualificado com a pluralidade religiosa do povo brasileiro.

A plenária contou com a participação de importantes lideranças do campo religioso e político, entre elas Yálorisá Mãe Janaína T’Osún, ex-membro titular do Comitê de Diversidade Religiosa; Babá Clébio Ifatomisin, representante do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (CENARAB); Gleide Andrade, Secretária Nacional de Planejamento e Finanças do PT Nacional; Guiterres Barbosa, vice-presidente da Igreja Batista de Nazareth e coordenador nacional do Setorial Inter-religioso do PT; Neia Marques, vereadora do PT de Belém (PA); Pedro Uczai, deputado federal e líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados; Reverendo Luiz Sabanay, membro do Diretório Nacional do PT e assessor da Secretaria Nacional de Movimentos Populares; Quenes Gonzaga Payayá, coordenadora nacional do Setorial Indígena do PT; Osvaldir de Freitas, diretor do projeto Fé e Democracia da Escola Nacional de Formação do PT; e Tássia Rabelo, secretária nacional de Formação Política do PT, professora e pesquisadora da Universidade Federal da Paraíba e Tiago Soares, secretário nacional do Combate ao Racismo do PT.

Também participaram integrantes da coordenação do Setorial Inter-religioso do PT, entre eles Luiz Eduardo de Souza Pinto, coordenador nacional de formação política e professor da Universidade Estadual de Montes Claros; Thaís Líssia Gonçalves, coordenadora nacional de comunicação e do Setorial Inter-religioso de Fortaleza (CE); e Carlos Roberto Ferreira (Ferreirinha), coordenador nacional de articulação política e também estadual do Setorial Inter-religioso do PT no Rio de Janeiro (PT/RJ).

Também estiveram presentes coordenadores estaduais do Setorial Inter-religioso de diferentes regiões do país, entre eles Francisco Ítalo Morais Aragão, coordenador estadual do setorial no Ceará, Helen Santa Rosa, coordenadora estadual do Setorial em Minas Gerais, Marilena Carvalho, coordenadora do Setorial Inter-religioso do PT do Distrito Federal e Altamiro José, coordenador do Setorial Inter-religioso de Goiás. E ainda, Geter Borges, fundador do Núcleo de Evangélicas e Evangélicos do PT (NEPT), Abdael Ambruster, coordenador nacional do Setorial de Segurança Pública do PT e Carlos Abicalil, coordenador do Setorial Nacional de Educação do PT, evidenciando o caráter nacional, capilarizado e organizativo da plenária. A atividade contou ainda com a participação de diversos parlamentares em âmbito federal, estadual e municipal, com destaque para a deputada estadual Leninha, presidenta estadual do PT de Minas Gerais, além de vereadoras e vereadores de distintas regiões do Brasil, reforçando a amplitude política do encontro e sua importância para a articulação do partido com os territórios, os mandatos e as bases sociais comprometidas com a democracia e a justiça social.

Ao longo da plenária, as intervenções convergiram em um entendimento central: o diálogo entre fé e política, quando orientado por valores democráticos, populares e emancipatórios, é parte constitutiva da disputa de projeto para o Brasil. Em um cenário em que setores fundamentalistas tentam instrumentalizar a religião para legitimar o autoritarismo, o ódio e a exclusão, o encontro reforçou a necessidade de ampliar a presença política e social do partido nos territórios, em diálogo com comunidades, lideranças e movimentos de fé comprometidos com a dignidade humana e os direitos do povo.

A plenária também destacou que o enfrentamento ao uso reacionário da religião exige mais do que respostas pontuais: exige organização permanente, formação política, produção de narrativas e construção de vínculos sólidos com lideranças religiosas comprometidas com a democracia. Nesse sentido, o fortalecimento do Setorial Inter-religioso foi apresentado como parte de uma estratégia de enraizamento social do partido e de ampliação de sua capacidade de diálogo com setores fundamentais da sociedade brasileira.

A presença de representantes das tradições de matriz africana, do campo evangélico progressista, do movimento indígena, da militância católica e de diferentes expressões da espiritualidade popular reafirmou um princípio político fundamental: o PT reconhece a pluralidade religiosa do povo brasileiro como dimensão constitutiva da vida democrática e se posiciona de forma inequívoca na defesa do Estado laico, da liberdade de crença e do combate a todas as formas de intolerância religiosa.

No marco do 8º Congresso Nacional, a Plenária Ampliada do Setorial Inter-religioso do PT reafirmou que a construção do próximo ciclo político exige presença organizada, escuta popular e capacidade de formulação junto aos diversos sujeitos coletivos que compõem o Brasil profundo. Ao reunir lideranças, propostas e compromissos, o encontro fortaleceu o entendimento de que o campo democrático-popular deve seguir ampliando sua inserção social, cultural e espiritual na luta por um país mais justo, soberano e solidário.

Setorial Inter-Religioso Nacional