Bolsa Atleta bate recorde de 10.885 beneficiados em 2026
De acordo com o Ministério dos Esportes, número representa aumento de 40% em relação a 2023. Lula modernizou programa e incluiu novas categorias
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Em 2026, o Bolsa Atleta atingiu o maior número de beneficiados e o mais robusto orçamento da história do programa. De acordo com o Ministério dos Esportes, os contemplados totalizam 10.885, o que representa aumento de 40% em relação a 2023 (7.790). Esses atletas se somam a outros 500 da categoria de elite Pódio, que se encontram entre os 20 melhores do ranking mundial em suas modalidades. O Governo Lula investiu R$ 231 milhões na iniciativa.
A lista completa reúne 6.102 homens e 4.783 mulheres. Além dos 500 da categoria Pódio, são 7.058 na categoria Nacional, base do sistema esportivo nacional. Outros 1.668 estão na categoria Internacional e 463 na categoria Olímpico, Paralímpico ou Surdolímpico. Além disso, há 678 na categoria Estudantil e mais 518 na Base.
O ministro dos Esportes, André Fufuca, comemorou os novos recordes do Bolsa Atleta. “Estamos vivendo o maior ciclo de investimento da história do país. Esse crescimento de 40% mostra que o esporte voltou a ser prioridade, com planejamento e compromisso com quem representa o país. Estamos garantindo condições para que nossos atletas possam treinar, competir e alcançar resultados cada vez melhores”, afirmou.
Trajetórias no esporte
O taekwondoca Henrique Silva é bolsista há quase duas décadas. O programa teve impacto direto na trajetória dele. “Seria muito difícil chegar onde cheguei sem o Bolsa Atleta. Ele me deu tranquilidade para focar na carreira e evoluir. É um recurso essencial para quem vive do alto rendimento”, relatou.
Mirela Saturnino, maratonista da Associação Petrolinense de Atletismo, obtém segurança financeira e alimentar por meio do Bolsa Atleta. “Com esse recurso, consigo investir na minha preparação, melhorar minha alimentação e até ajudar minha família. Isso nos dá segurança para seguir sonhando e representando o Brasil cada vez melhor”, disse.
No paradesporto, Marcelo da Silva Rumão, da APA Petrolina, tem no programa federal a base de sua rotina. Rumão é competidor da classe T13 (baixa visão) e campeão brasileiro. “O Bolsa Atleta é muito importante para quem vive do alto rendimento. Ele me ajuda com alimentação, materiais e viagens. É uma política que realmente muda a vida da gente”, reconheceu.
A evolução do Bolsa Atleta
O Bolsa Atleta foi instituído pela Lei nº 10.891, de 2004, e oficializou os repasses a partir de 2005, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo do programa é patrocinar individualmente atletas e para-atletas de alto rendimento que não detém patrocínio.
No terceiro mandato de Lula, o Bolsa Atleta recebeu modernizações estratégicas. Foram incluídos integrantes do esporte surdolímpico, além de guias e auxiliares do esporte paralímpico. Em outra frente, o programa passou garantir a manutenção da bolsa para atletas gestantes e puérperas (em fase de amamentação). Também reajustou-se o programa pela primeira vez em 14 anos, com 10,8% de aumento incorporados em 2024.
Nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Paris 2024, 100% das medalhas olímpicas e paralímpicas conquistadas pela seleção brasileira tiveram a digital do programa.
Nas Olimpíadas, o Brasil obteve a segunda melhor campanha da história, com três ouros, sete pratas e 10 bronzes, encerrando a competição no 20º lugar do quadro de medalhas. Pelo total de pódios, o Brasil terminou em 12º. Dos 60 medalhistas em Paris (48 mulheres e 12 homens), todos são beneficiários do Bolsa Atleta ou estiveram em editais ao longo de suas carreiras.
O mesmo sucesso se deu nos Jogos Paralímpicos. Com 89 medalhas (25 ouros, 26 pratas e 38 bronzes), o Brasil bateu, em Paris, o recorde de 72 pódios, obtidos tanto no Rio 2016 quanto em Tóquio 2021. A quinta posição no quadro geral deu ao país o top 5 pela primeira vez. Todas as medalhas foram conquistadas por integrantes do Bolsa Atleta.
Em 2025, pela primeira vez, o Brasil sagrou-se campeão geral do Mundial de Atletismo Paralímpico, disputado em Nova Delhi, na Índia. Com 50 esportistas na delegação, 100% deles apoiados pelo Bolsa Atleta, a equipe nacional encerrou a competição com 15 ouros, 20 pratas e nove bronzes, um total de 44 medalhas.
Da Rede PT de Comunicação, com informações do Ministério dos Esportes e da Secom.