A reunião do Diretório Nacional do PT, nesta quinta-feira (29), foi marcada por uma rápida homenagem dos colegas de partido ao ex-presidente do PT e da Petrobras José Eduardo Dutra. Ao iniciar o encontro, todos fizeram 1 minuto de silêncio em memória ao petista, falecido no dia 4 de outubro, vítima de um câncer.
Zé Eduardo, como era conhecido, tinha 58 anos e coordenou a campanha da presidenta Dilma Rousseff, em 2010.
“Zé Eduardo era um grande companheiro e militante. Ele é de uma forma de militante que a cada dia que passa se torna mais rara. Ele era um homem com muita disciplina partidária, compromissado com a história do nosso partido e um homem que dedicou a vida a construção da luta dos trabalhadores em Sergipe e no Brasil”, declarou o amigo do petista e secretário de Finanças do PT, Márcio Macêdo.
O secretário confidenciou que conviveu com Dutra nos momentos mais difíceis e mais gloriosos de sua vida e, nos dois momentos, era uma pessoa de hábitos simples. Hábitos esses que, segundo ele, o faziam enfrentar a luta política de maneiro muito “altiva”.
“Ele era um homem que não flertava com as elites, mas era um homem amplo e de grandes debates políticos. Eu sou testemunha da trajetória de um grande líder brasileiro e esse partido tem que guardar na memória. Ele é um dos exemplos dos homens públicos que construíram nossa história”, afirmou.
Dutra era natural do Rio de Janeiro, mas fez carreira política em Sergipe, onde presidiu o Sindicato dos Mineiros sergipano e atuou como dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Após toda essa militância, ele se elegeu senador pelo estado em 1994 e, atualmente, era o primeiro suplente do senador Antônio Carlos Valadares (PSB).
Para Macêdo, ele é um corpo que se foi, mas um exemplo que fica. “A minha geração aprendeu a ter na postura ética, na honestidade, na simplicidade e no compromisso ideológico com causas do PT e dos menos favorecidos o exemplo de Dutra”, disse.
Durante a homenagem, o secretário de Finanças citou um trecho da música “Eu só peço a Deus”, de Mercedes Sosa, que diz “eu só espero que a vida não me seja indiferente e que a morte não me encontre um dia solitário sem ter feito o que eu queria”.
“A vida não foi indiferente com Zé Eduardo. Ele fez o que queria. Amou o PT e participou das lutas e das conquistas do partido. Amou o estado que nasceu, Rio de Janeiro, e seu Botafogo. Amou Minas Gerais onde entregou parte de sua juventude e aprendeu as mineirices da política. Amou Sergipe e saboreou a generosidade da sua gente”, ressaltou.
Macêdo finalizou o discurso dizendo que José Eduardo Dutra é um corpo que se foi e um exemplo que fica.
Por Danielle Cambraia, da Agência PT de Notícias