Lindbergh denuncia plano de fuga de Bolsonaro e pede prisão preventiva ao STF

Para o líder do PT, a prisão preventiva também pode ser decretada pelo descumprimento recente de medidas cautelares impostas pelo STF a Bolsonaro, após sua prisão domiciliar

Gabriel Paiva

Deputado Lindbergh Farias (PT - RJ).

O líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), denunciou durante coletiva a imprensa, nesta sexta-feira (22), a existência de um plano de fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro para a embaixada dos Estados Unidos, em Brasília. Diante desse fato, o parlamentar anunciou que protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de prisão preventiva de Bolsonaro, baseado no risco de fuga, no descumprimento recente de medidas cautelares impostas por sua prisão domiciliar e na garantia da ordem pública para a realização de seu julgamento na Suprema Corte.

“Seria tão mais tranquilo dizer: ‘vamos esperar o final do julgamento’ (para uma possível prisão definitiva de Jair Bolsonaro). Eu digo a vocês, a partir de informações que eu tenho, que esse plano para se abrigar em uma embaixada está sendo construído. Isso geraria uma grande frustração nacional no nosso País. Nós não descartamos a possibilidade de fuga do Bolsonaro. São dez minutos da casa dele para a embaixada dos Estados Unidos”, alertou o petista.

Lindbergh Farias lembrou que, em outras oportunidades, o ex-presidente também já cogitou pedir asilo quando desconfiou que poderia ser preso. O petista apontou que Bolsonaro já dormiu duas noites na embaixada da Hungria após ter seu passaporte confiscado por ordem do STF, e que, recentemente, a PF descobriu em arquivos do celular dele uma minuta de pedido de asilo político na Argentina.

Descumprimento de medidas cautelares

Além desse risco, Lindbergh Farias ressaltou que a prisão preventiva também pode ser decretada pelo descumprimento recente de medidas cautelares impostas pelo STF a Bolsonaro, após sua prisão domiciliar. Em recente investigação, a Polícia Federal descobriu que o ex-presidente usou celulares para se comunicar com aliados que também são réus no inquérito do golpe e que disseminou a distribuição de conteúdos com ataques ao STF e a democracia brasileira, via redes sociais.

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Garantia da ordem pública

O líder do PT também manifestou preocupação sobre a garantia da ordem pública e econômica durante o período do julgamento de Jair Bolsonaro, marcado para começar no dia 2 de setembro. “Eu não tenho dúvida de que esse grupo bolsonarista vai tentar escalar no período do julgamento”, afirma o líder petista.

Como exemplo, Lindbergh citou vários atos de violência já praticados por aliados e seguidores fanáticos do ex-presidente. Entre eles, plano para assassinar autoridades, ataque ao prédio da PF, bomba no aeroporto de Brasília, bloqueios de estradas e depredação das sedes dos Três Poderes. Mais recentemente, o petista lembrou das articulações políticas do filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, que articulou junto ao governo norte-americano sanções contra o Brasil, como o tarifaço de 50% sobre produtos nacionais exportados para aquele País.

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“Nós não podemos deixar que o julgamento do Bolsonaro, dos militares, da trama golpista, aconteça um clima de intranquilidade no país, usando todos os tipos de recurso. Inclusive de movimentações internacionais aqui no Brasil. Então, chamo novamente a atenção das instituições. É preciso ter tranquilidade no julgamento e as instituições têm que estar atentas, porque nós temos que ligar um alerta máximo”, afirmou.

Leia abaixo a íntegra da ação:

Representação – Jair Bolsonaro

Do site do PT na Câmara

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